A noite caía com um silêncio espesso, como se o vilarejo inteiro tivesse prendido a respiração. Eleanor caminhava de volta com passos apressados, a fotografia guardada no bolso do casaco e o coração acelerado. Cada palavra dita por Theo reverberava dentro dela como trovões subterrâneos.
“Eu acho que meu pai matou minha mãe.”
A confissão ainda martelava em sua mente.
Ao atravessar o portão da casa, sentiu uma brisa fria levantar os cabelos da nuca. A sensação de ser observada era insistente — ma