Mundo ficciónIniciar sesiónUm coração quebrado pode voltar a amar? Marisol sempre acreditou que o amor era suficiente para sustentar qualquer relação. Até descobrir, da pior maneira possível, que amar alguém nem sempre significa ser amado da forma certa. Depois de viver um relacionamento que deixou cicatrizes profundas, ela precisa aprender a reconstruir a própria vida - pedaço por pedaço. Entre dores, recomeços e encontros inesperados, Marisol descobrirá que existem diferentes formas de amar: ⚡ O amor que machuca. 🔥 O amor que consome. 🌹 E aquele que chega quando tudo parecia perdido. Estilhaços de Amor é uma história sobre dependência emocional, superação e a coragem de recomeçar quando o coração acredita que já não consegue mais.
Leer másÉ interessante pensar que uma pessoa é capaz de planejar a vida de outra de forma tão completa. Será que isso pode ser seguido à risca? Será possível que alguém consiga viver dentro de uma vida tão perfeita e sem erros? Nem sempre podemos ter certeza, mas nas famílias Aguillar e Romero, é evidente que não existe felicidade absoluta o tempo todo. Por mais que tudo pareça organizado, há sempre segredos escondidos, vontades não ditas e medos disfarçados de sorrisos. A perfeição, às vezes, é só uma história bem contada.
Família Aguillar e Família Romero: tantas coisas em comum, tantos projetos para se seguir e um único porém, quem garante que os filhos irão seguir tudo o que foi escrito para eles? Quando Alma conheceu seu primeiro e único namorado, Rúben, estava na faculdade. Ela fazia Moda, e ele, Turismo. Cursos distintos, mas que conseguiam conectá-los de uma forma magnífica. A sintonia parecia sempre existir ali, desde o primeiro encontro: o primeiro beijo, a primeira risada, a primeira conversa longa e até mesmo a primeira noite juntos. Tudo era tão perfeito, e mesmo com o tempo passando, nunca enjoavam um do outro. Após algum tempo de namoro, ele resolveu realizar o primeiro sonho da moça apaixonada: o pedido de casamento. E assim, eles se tornaram um só. Se formaram, conseguiram seus primeiros empregos, compraram uma casa para morarem juntos e, por fim, veio ela. Aquele pequeno ser que abrilhantou a vida dos dois com sua aura magnífica, sorriso feliz e sons contagiantes de um bebê alegre. Marisol trouxe vida além da que já existia para o casal. Uma felicidade que transbordava por todo lugar. O nome dela foi escolhido com cuidado: Marisol. “Mar e sol”, “soberana do sol”, “mar ensolarado”. Uma junção que parece simples, mas que para Alma e Ruben significava muito mais. Diziam que a menina chegaria na família para trazer a luz e o calor que todos precisavam. Levaria toda tristeza como o mar leva a areia, suave e firme. Desde o seu nascimento, ela foi ensinada sobre o poder do amor e da amizade verdadeira. Teve ótimos exemplos disso: seus pais e seus padrinhos, Lucia e Murilo, casal de amigos da família desde a faculdade. Além desses aprendizados, a menina seguia fielmente as ideias da mãe, que a via como uma boneca prestes a ser montada. Quando seus 15 anos chegaram, Alma criou um projeto meticuloso para a festa: desde a entrada até a valsa da meia-noite, tudo seguiu como planejado. Ali, Alma começava a moldar o futuro da filha como mulher. De fora, podiam pensar: "nossa, que mãe controladora e perversa". Sim, era possível pensar assim. Mas Marisol achava aquilo incrível. E mesmo sua mãe parecendo controladora, ela a ouvia a todo momento. No primeiro "não", mudaria toda a rota só para ver sua filha sorrir novamente. Tudo que queria era vê-la feliz e segura, uma repetição da vida que ela mesma viveu, mas sem os mesmos sofrimentos. Quando o príncipe foi escolhido, os olhos da menina brilharam. Ela sempre esperou por aquele momento. Seu sonho de adolescente estava se tornando realidade. Seu primeiro amor seria seu príncipe, e sua mãe teve exatamente a mesma ideia. Essa conexão entre as duas era o que mais a encantava. Marisol cresceu com apoio de duas pessoas que eram seu porto seguro quando os pais não estavam por perto: sua madrinha Lúcia, melhor amiga de Alma, e seu padrinho Murilo, amigo e sócio de Ruben. Com eles vieram Valéria, filha adotiva dos padrinhos e confidente de Marisol, e Leon, o filho mais velho e seu primeiro e “único” amor. Leon sempre foi protetor com Valéria e Marisol, sempre ali para defendê-las. Marisol via Leon como alguém incrível. E quando começou a nutrir sentimentos por ele, essa opinião só se intensificou. Fazia questão de estar na casa da amiga só para tê-lo por perto, mesmo que por poucos minutos. Quando ele aparecia no quarto apenas para reclamar ou passava pelo corredor, ela fantasiava. Achava que ele fazia isso para provocá-la. Criava histórias na mente só de vê-lo. Mas, ao mesmo tempo, sentia insegurança. Achava que ele jamais retribuiria seus sentimentos. Mas ela se esquecia de um detalhe: sua vida era perfeita. Ela acreditava tanto que parecia impossível dar errado. Ela atraía isso, e acreditava que daria certo. Na tão sonhada valsa, a menina rodava nos braços fortes do rapaz três anos mais velho. Eles ensaiaram por semanas. Tudo saiu como o planejado. Finalizaram a dança com uma troca de olhares intensa e muitos aplausos. A festa continuou, os adultos se recolheram às mesas e os jovens tomaram conta da pista de dança. A noite seguiu animada, até que, aos poucos, os convidados começaram a se despedir. Em um certo momento, Marisol estava dançando com Valéria e outras amigas quando Leon se aproximou e a convidou para dançar. Eles sorriram um para o outro, olhos conectados, corações acelerados. A respiração da menina estava descompassada. Aquilo parecia um sonho, e ela não queria acordar. Depois de muita dança, Leon segurou sua mão com firmeza e correu com ela entre os convidados. — O que está fazendo? — perguntou, tímida. — Está me levando aonde? — Quando chegarmos, você vai descobrir. Então deixa de ser tão curiosa — respondeu ele, sorrindo. Chegaram nos fundos do espaço de eventos. Leon abriu uma porta que dava para o jardim e pediu que ela fechasse os olhos. Marisol obedecia, nervosa. Suas mãos suavam. Seu coração batia tão rápido que parecia prestes a sair do peito. Ela ouviu a voz dele novamente. — Pode abrir os olhos. Ela abriu lentamente. À sua frente, um caminho de velas levava até uma pequena cabana decorada. Ele a levou até lá em silêncio. Seus olhos já estavam marejados. Ao entrarem, encontraram uma mesa com docinhos e bebidas da festa, arrumados cuidadosamente. Fotos de momentos especiais estavam penduradas. Ela ficou encantada até que parou diante de um desenho. — Esse é... — hesitou. — Sim, é o desenho que me deu de presente. Uma das coisas mais importantes que tenho aqui — suspirou. — Você sempre dizia que eu era chato e frio como a lua, mas eu fazia questão de dizer que você me acalentava e iluminava como o sol. E até hoje é assim. — Até hoje você é chato e frio — respondeu rindo, tímida. — Só não sou assim quando estou com você. Me sinto outra pessoa quando você está por perto. — Os dois se olharam por um tempo. O coração deles estava disparado. — Marisol, você é muito especial para mim. Mais do que imagina. — Você também é especial pra mim, Leon. Ela tomou coragem e segurou sua mão. Ele sorriu, surpreso. — Eu tenho mais um presente pra você — disse ele, pegando uma pequena sacola azul com uma caixinha e uma carta manuscrita. — Pode abrir. Esse é meu presente especial. Ela pegou a sacola com as mãos trêmulas e preferiu primeiro ler a carta. Eu não sou muito bom com palavras, você sabe, mas desde que você entrou na minha vida, parece que tudo faz mais sentido. Você sempre me chama de frio, de chato… mas a verdade é que eu só fico assim quando não estou perto de você. Com você eu me sinto diferente, melhor. Eu não sei explicar direito o que acontece comigo quando você sorri pra mim. Parece que o mundo desacelera e eu consigo respirar de novo, às vezes eu tenho medo de não ser suficiente, mas quando você me olha daquele jeito, eu sinto que posso ser qualquer coisa. Eu não quero que ninguém ocupe o lugar que é seu. E, se depender de mim, ninguém nunca vai ocupar. Eu sou seu, Marisol, e espero que você seja minha também. – Leon Ela já não sentia o coração bater. O tempo parecia parado. Como isso era possível? O garoto que ela amava sentia o mesmo? Seria um sonho, ou o destino conspirando a favor? Independente do motivo, Marisol sabia de uma coisa: não desperdiçaria mais nenhum segundo. Naquele dia, teria coragem para dizer e demonstrar tudo o que sentia. Após a carta, seus corações falaram mais alto. Ela se jogou nos braços de Leon. A noite estava perfeita. Era seu próprio conto de fadas. Abraços, carícias, olhares. Tudo aquilo de uma só vez. Seus olhos se cruzaram mais uma vez e, então, a noite terminou com o tão sonhado beijo: o beijo da meia-noite. Um beijo simples, mas apaixonado. O beijo de dois adolescentes que transbordavam amor. Uma jornada que dependeria apenas deles para dar certo. Mas Marisol Aguillar só não sabia de uma coisa... O para sempre… sempre acaba.A escuridão é assustadora, nada se vê, nada se escuta... nada existe.Assim Marisol estava, em um breu total em seu consciente enquanto a chuva caía, o frio congelantedeixava seu corpo rígido e a moça permanecia desacordada. Aquilo parecia um pesadelo sem fim, mas para ela estava sendo um alívio, nada se sentia, nem dor, nem raiva, nenhuma decepção.Apenas aquela paz estranha que inundava seu interior.___ Meu Deus! Moça você tá bem, está me escutando? - Dois jovens que passeavam de carro por ali viram o carro capotado e resolveram parar.Marisol permanecia imóvel, respiração fraca e um corte na testa que sangrava levemente.___ Cara, ela tá apagada, chama a ambulância rápido! - Um dos rapazes disse desesperadamente vendo a cena a sua frente e com medo de algo pior ocorrer.Enquanto a ajuda não chegava, eles tentavam acordar Marisol que ainda estava presa em um transe e viajava por entre seus próprios pensamentos, sem entender ao certo o que acontecera naquele momento.Em um certo mom
Marisol já não tentava entender.Só tentava suportar.Ela fez sua escolha, ela preferiu permanecer, perdoar e lutar por algo que nem mesmo ela sabia se iria adiantar.A rivalidade feminina sempre esteve presente na sociedade, sempre foi uma pauta importante de se citar, mas nunca resolvida. Quando se insere esta rivalidade em um caso de traição, a situação chega a um nível elevado, além do limite. Marisol não enxergava essa rivalidade, pelo contrário, ela apenas se culpava por não ter sido o suficiente para o homem a quem tanto se dedicou, em sua mente havia apenas um pensamento: Eu não sirvo mais para, eu não sou mais aquela que abrilhanta seus olhos e, muito menos, sou alguém capaz de lhe dar prazer. Com Alana era diferente, ela sempre teve Marisol como sua rival, sempre a viu como uma ameaça mesmo sabendo que Leon não tinha mais nenhum resquício de sentimento pela esposa. Para ela, ele poderia mudar de ideia a qualquer momento, ela sabia que corria esse risco enquanto ele não se de
O amor é tão complexo, nos faz sentir especial, mas também nos faz sentir fracassados, nos magoa e nos quebra de tal forma que sufoca, que nos faz querer desistir até de nós mesmos. Nunca sabemos qual o próximo passo em um relacionamento, o que devemos consertar ou onde devemos impor limites, é difícil crescer no meio de tanto amor e quando achamos que o suficiente, algo nos faz despencar.A realidade é sempre cruel.Marisol se sentia assim todos os dias, estar quebrada já não era surpresa para ela, o único problema é que Leon fazia questão de quebrá-la cada vez mais, era quase como uma tortura, ele ia aos poucos, se satisfazia com cada dor sentida e quanto mais doía nela, mais ele fazia. Quando resolveu continuar encontrando Alana não era por ser interessante ou por realmente sentir algo pela amante, ele apenas tinha certeza que isso afetaria Marisol e continuava, ele tinha total ciência de seus atos, sabia que a moça era fraca e já estava esgotada, mas queria continuar.Após sair do
Se passaram dias, meses, e até anos da relação de Leon e Marisol, mas nada era como antes, não existia mais amor, afeto, fidelidade e nem companheirismo. A única coisa que sobrara no meio deles dois era a dor, a insegurança e as brigas que deixara a menina como cacos de vidro estraçalhados por toda parte.Leon lutou até que conseguiu convencer a namorada de morarem juntos, ela trabalhava de meio período com a mãe em sua loja e Leon estava trabalhando na agência do pai, então eles alugaram um duplex com a ajuda dos pais, que mesmo não concordando tanto com a escolha, decidiram ajudar. Marisol abandonou totalmente o sonho da faculdade, se afastou dos amigos incluindo Valéria que não aceitava o que o irmão estava fazendo com ela e o fato de ninguém fazer nada para abrir os olhos da menina.Valéria prestou o vestibular sozinha, diferente do que tinha sido combinado com a amiga, de que fariam juntas após tanto estudo. A menina descobriu também que o irmão tinha feito inscrição na universida





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