Mundo ficciónIniciar sesiónMaya Mendez é uma jovem determinada que aceita o emprego de babá na poderosa família Gallardo, liderada pelo implacável empresário Lorenzo Gallardo, dono da influente Corporação Gallardo, referência em grandes obras de engenharia e construção na América Latina. No centro dessa teia está Ravi, o filho do meio: um homem de personalidade forte, temperamental e muitas vezes distante, que esconde mais do que revela. Apesar das provocações e da distância inicial, Maya sente uma atração que desafia a lógica e faz seus sentimentos crescerem a cada encontro. Enquanto cuida do adorável Nicolás, Maya descobre que a família Gallardo é muito mais do que aparenta. Em meio a olhares intensos, jogos de poder velados e tensões que permeiam o cotidiano, surge um romance improvável — capaz de abalar estruturas e despertar desejos guardados há muito tempo. Maya terá que lidar com dúvidas, medos e a constante tensão entre o passado sombrio que ronda os Gallardo e a esperança de um futuro construído a dois. Entre paixão e desafio, ela aprende que o amor verdadeiro exige coragem — e a disposição para enfrentar o inesperado.
Leer másFinalmente, segunda-feira. Eu mal podia esperar para ficar perto do Ravi e matar a saudade do Nico. Estar com eles é bem melhor do que ficar sozinha em casa apenas pensando nos problemas.Assim que cheguei, o Nico estava na sala, sentado no sofá e jogando no celular, como se estivesse me esperando, pois, quando me ouviu entrar na sala, ele lançou o celular no sofá e veio correndo para me abraçar. Um abraço tão apertado que me fez abrir um grande sorriso.— Parece que alguém tá ficando fortinho. — Eu andei malhando — falou, sorrindo em tom de brincadeira. — Vamos ver se você malhou o bastante pra aguentar isso — falei e comecei a fazer cócegas na barriga dele.O Nico riu bastante e se contorceu com a sensação das cócegas. — Pronto, só um pouquinho pra você não começar a se desesperar — falei, cessando a brincadeira.Levantei e dei um cafuné na cabeça dele. — Já comeu hoje? — Já, por isso estou forte — falou alegremente.Aquela resposta me fez sorrir. — Ah! Então esse é o segredo?
Finalmente chegou o dia da minha folga. Confesso que eu não estava muito empolgada, pois, por mais que a família Gallardo fosse bastante conturbada, aquela mansão tinha se tornado o meu lugar seguro. Era onde eu me refugiava dos meus problemas e preocupações pessoais. Um dia longe dela e eu já estava de volta à minha realidade.Após sair da mansão, fui andando em direção ao ponto de ônibus com a minha mochila praticamente vazia nas costas. Eu pretendia pegar mais algumas roupas e peças íntimas em casa, já que eu não havia levado muita coisa para a mansão. Além disso, eu precisava ir ao mercado e comprar algumas coisas de higiene pessoal, pois as minhas estavam quase acabando.Eu estava muito preocupada com a minha mãe, então, antes de passar no mercado ou em casa, decidi que iria visitá-la no hospital primeiro. Já fazia uma semana que eu não a via.Enquanto eu caminhava em direção ao ponto de ônibus, um carro me alcançou e começou a andar devagar ao meu lado, como se estivesse me acom
Acordei sentindo os beijos do Ravi no meu pescoço e alisando a minha coxa. Parte de mim ainda não acreditava que ele estava ali. Porque tudo entre a gente, desde o início, parecia impossível.Ainda tenho medo de onde todo esse vínculo que tenho criado com ele pode chegar. Não quero ser egoísta e conseguir estragar tudo por não conseguir ignorar meus sentimentos por ele.— Dormiu bem? — ouvi a voz dele, rouca e sonolenta, perguntar. — Sim, e você? — falei, me virando de frente para ele, para encará-lo. — Melhor do que nunca.Ele sorriu e começou a acariciar o meu rosto. — Fico feliz — sorri de volta. — É melhor eu sair enquanto é cedo, pra não me verem saindo do seu quarto — ele disse após respirar fundo. — Tem razão, vai lá! — falei. — Nossa, você nem fica triste em me ver indo embora — resmungou.Eu sorri pra ele no mesmo instante. — Eu vou te ver pela casa o dia todo — falei, ainda sorrindo. — Mas não vai poder ficar agarradinha comigo como estamos agora — retrucou. — Então
Continuei de pé na frente dele, paralisada com o que havia acabado de ouvir. Tudo que eu queria era que ele dissesse que era mentira, da forma que pedi.— A minha mãe morreu por minha causa — falou entre lágrimas.— Explica isso direito, Ravi — pedi.Comecei a sentir vontade de chorar também, mas tentei me segurar ao máximo.— Eu tinha 20 anos. Minha mãe queria ir buscar a minha avó na casa dela para passar uma tarde aqui na mansão. O Javier não estava aqui, ele tinha levado o meu pai naquele dia para um evento da empresa e, por isso, minha mãe pediu pra eu levá-la. Só que, durante o caminho… eu não sei o que aconteceu. Durante uma descida, em uma estrada, eu simplesmente não conseguia frear, perdi o controle… o carro saiu da pista e bateu direto na droga de um poste. Ela sofreu o maior impacto com a batida… o médico disse que ela teve um traumatismo craniano e não conseguiu resistir… — ele foi desabafando.Ravi poderia se afogar nas próprias lágrimas, pelo tanto que chorava. Ele estav
Senti meu corpo congelar com o olhar de frieza do Sr. Lorenzo. Eu poderia apenas dizer a verdade, claro que ocultando alguns detalhes. Mesmo assim, estava nervosa e com medo de ele não acreditar ou simplesmente suspeitar do envolvimento indevido que tive com o Ravi.— Eu estava na sala lá embaixo e ele chegou um pouco bêbado… então ajudei ele a subir e coloquei ele na cama — tentei explicar toda a situação.— É mesmo? — questionou com ar de desconfiança.Ele deu uma olhada para dentro do quarto e encarou Ravi, que aparentemente havia adormecido, olhou novamente para mim e deu um suspiro cansado.— Não quero ser grosseiro com você, Maya. Acontece que não pago você para que tome conta do Ravi, e sim do Nicolás. O Ravi é irresponsável e deve assumir as consequências sozinho. Essa não vai ser a primeira vez; se ele chegar se arrastando, deixe-o se arrastar — falou de forma ríspida.Fechou a porta do quarto do Ravi e apontou educadamente para a saída do corredor que ligava os quartos, fazen
Fiquei imóvel, olhando para Ravi. Aquela expressão assustadora no rosto dele não desaparecia. Eu tive medo, sem saber o que fazer a partir daquele momento. Foi quando finalmente ouvi sons de passos apressados se aproximando. Para a minha felicidade, logo Tereza surgiu no corredor com semblante de preocupação.– Ah! Ainda bem, Tereza. Ajuda aqui! – chamei por ela, aliviada por tê-la visto.– O que está acontecendo? Que confusão... O que aconteceu com os rostos de vocês dois? – Ela fez seus questionamentos, ainda preocupada, e ajudou Jonas a se levantar do chão.Jonas ajustou o terno que estava vestindo de maneira suave e elegante. Devagar, começou a tocar no rosto, no lugar onde estava machucado. Sua expressão era de frieza e raiva.– Desculpa, Tereza… – Ravi finalmente disse algo.Ele estava de cabeça baixa e seus punhos ainda estavam fechados. Parecia estar tentando conter as emoções. Um pouco tarde para isso.– Vocês quase acordaram o Nicolás com essa confusão – falei, gaguejando.E





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