ALESSANDRO
O escritório do meu pai sempre teve cheiro de charuto e pólvora.
Mesmo agora, vazio, ainda parece que ele está aqui — observando, testando minha lealdade uma última vez.
O silêncio é cortado apenas pelo som do relógio antigo sobre a lareira.
Cada tique é uma acusação.
Reviro as gavetas, os cofres ocultos atrás das estantes, os arquivos trancados.
Meu pai era metódico. Raramente deixava pontas soltas.
Mas essa… essa era uma teia que ele mesmo teceu.
Relatórios. Fotografias antigas.
E