A madrugada não terminou. Para Vivian, as horas dentro da cela eram apenas uma sequência de minutos espremidos em paredes de ferro. O frio entrava pelas grades como vento que não pede licença. O colchão fino não segurava o corpo, e o cheiro de mofo misturado ao de desinfetante barato parecia se agarrar à pele. Não havia sono. Havia vigília.
Ela manteve o mantra como quem segura uma corda: “ficar inteira”. Não chorou alto, não implorou. Ficou deitada de lado, com os olhos abertos, ouvindo as o