A noite tinha um peso próprio. Na mata, o escuro não era ausência de luz; era matéria. Eduardo caminhava devagar, contando passos, mapeando as curvas da trilha como quem lê uma sentença com a ponta dos dedos. A lanterna, no modo mais fraco, riscava o chão por centímetros, apenas o suficiente para não falhar o passo. No bolso interno, o rádio. No outro, a coragem emprestada do beijo de Vivian.
O som do mato era uma orquestra que não descansava. Água escorrendo por entre pedras, insetos em cadênc