Mundo de ficçãoIniciar sessãoA noite estava densa, a lua cheia iluminando a clareira com uma luz prateada que fazia cada sombra parecer viva. O cheiro da terra molhada, das folhas e do vento carregava algo mais — o aroma de Dante, intenso e provocador, atravessava o ar até atingir cada fibra do meu corpo.
— Augusto… — murmurei, sentindo o calor subir por mim. — Ele está… perto demais. Augusto permaneceu à minha frente, rígido, músculos tensos, olhos dourados queimando com intensidade. A presença dele não era apenas física; era uma barreira invisível, um aviso silencioso: “Ela é minha.” Dante surgiu de entre as sombras, passos leves, quase felinos, olhos fixos nos nossos. Havia provocação em cada gesto, em cada movimento lento. Ele não precisava dizer nada; eu senti o desafio vibrando no ar. — Vocês dois parecem muito… conectados — disse Dante, voz grave e rouca, com um sorriso de canto. — Mas será que ela aguenta todo esse instinto?






