O sol começava a se pôr, tingindo o céu com tons de laranja e púrpura, mas minha mente ainda estava presa à noite anterior. O toque de Augusto, o calor do corpo dele, a força selvagem que parecia pulsar entre nós… tudo ainda reverberava dentro de mim.
Eu caminhava pela floresta perto da clareira, respirando fundo, tentando organizar meus pensamentos, quando ouvi passos leves atrás de mim. Meu coração disparou antes mesmo de eu me virar.
— Hellena — chamou uma voz rouca, baixa, carregada de possessividade.
Virei-me e lá estava Augusto, tão intenso quanto na noite passada. Os olhos dourados fixos nos meus, músculos tensos, cada movimento transmitindo proteção e desejo.
— Augusto… — murmurei, sentindo o calor subir pelo corpo. — Eu… não esperava te encontrar aqui.
— Eu senti você — respondeu ele, aproximando-se, cada passo calculado, predador. — Dante esteve por aqui hoje, não? Tentei sentir se havia algum perigo, e então… você apareceu.
Senti um arrepio percorrer minha espinha. Era verd