Enzo entrou no quarto, como sempre, sem bater, como se o quarto também lhe pertencesse ― e lhe pertencia mesmo. Ele carregava uma mala de couro preto na mão, o paletó dobrado no braço e o olhar mais apagado que o normal.
Dayse estava jogada na poltrona, com os joelhos encolhidos sob o robe, um livro no colo só para disfarçar, coisa que sempre fazia. Ela já o sentia se aproximando antes mesmo de abrir a porta; tinha aprendido há muito tempo a reconhecer o som dos passos dele.
Ele parou por um in