Ela se virou com uma lentidão quase ritualística, como se cada gesto carregasse o peso de uma história não contada.
Despiu-se sem pressa, os dedos hesitantes, e caminhou até a cama. Ela se sentou na beirada, o corpo imóvel, os olhos perdidos em um ponto invisível.
O quarto estava mergulhado em sombras suaves, onde a luz filtrada parecia suspender o tempo.
O único som era o pulsar lento de seu próprio coração, um tambor silencioso que ecoava dentro dela. Nenhum movimento quebrava a quietude, exc