“Justiça não é terapia, mas às vezes ajuda a respirar melhor.” — (Anotação de R.)
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A mesa do meu apartamento virou campo de batalha. Não tem flor no copo hoje, nem chá, nem pão queimado. Só café forte, pastas numeradas e um gravador de áudio no centro, como um coração mecânico impondo ritmo. Abro as cortinas; a luz da manhã entra reta, quase cirúrgica. Melhor assim: tudo à vista.
— Vamos começar — digo, e minha voz soa diferente até pra mim. Não é fria. É nítida.
Rafael deixa o laptop, Joana