Giulia saiu da escola com a mochila meio caída no ombro e os cabelos já bagunçados pelo vento de Sevilha. Ainda assim, sorriu ao me ver encostada no carro, e correu para me abraçar como se não tivesse me visto havia dias. Ela tinha esse dom de transformar tudo em casa — em calor. Bastava um sorriso.
— Tô com fome! — disse, segurando minha mão enquanto caminhávamos até o carro. — Hoje teve carne estranha no almoço da escola.
— Estranha como? — perguntei, rindo.
— Parecia sapato velho.
Sol