O relógio marcava sete e quarenta da noite. Estávamos atrasados, ainda que ninguém além de mim soubesse disso.
Caminhei pela sala pela terceira vez, passei os dedos pelos cabelos, parei diante do espelho da entrada e ajeitei, mais uma vez, a manga da camisa. Azul marinho. Social, com o primeiro botão aberto. Nada muito formal, mas suficientemente elegante para não parecer despreparado. Ou era isso que eu esperava.
Suspirei.
Meu último encontro havia sido com a mulher que amei durante quase uma d