Narrado por Marcelo
Quando abri a porta de casa, senti meu peito apertar. Por mais que os médicos tivessem dito que ela estava melhor, só acreditar vendo. Meus olhos correram pela sala até encontrarem Anastácia.
Ela estava na poltrona, a postura ereta, a pele ainda marcada, mas os olhos… os olhos estavam vivos de novo. E quando se fixaram em mim, brilharam de um jeito que parecia me devolver à vida.
— Você voltou… — a voz dela saiu baixa, quase um sussurro, mas cheia de força.
Caminhei até ela