Narrado por Gregório Hackman
O toque insistente do meu celular me tirou do sono profundo.
Três e vinte da manhã.
Estiquei a mão no escuro procurando a Ava do meu lado. O lençol estava amassado, mas vazio. O travesseiro ainda quente. Ela devia ter saído pra beber água, ou talvez estivesse olhando as estrelas lá da varanda como às vezes fazia. Mas meu peito apertou de um jeito estranho. Aquele tipo de desconforto que só vem quando o instinto grita.
Atendi.
A voz do Alonso entrou do outro lado, tr