Narrado por Ava
A sala estava gelada, mas minha mão suava dentro da de Gregório.
Eu odiava hospitais. Não pelo cheiro ou pelas lembranças. Mas pela vulnerabilidade. Sempre que eu entrava em uma sala dessas, era como se todas as minhas armaduras caíssem. E hoje, mais do que nunca, eu me sentia exposta.
Gregório: Tá tudo bem?
Assenti, mesmo sabendo que ele via o contrário nos meus olhos.
A enfermeira nos chamou com um sorriso educado. Era jovem, olhos claros, cabelo preso em coque.
Enfermeira: Pr