Narrado por Marcelo de Capri
A música da orquestra enchia o salão com uma harmonia tão perfeita que doía.
Tudo estava impecável. Colunas de flores brancas, cristais pendendo do teto, garçons circulando com taças de champanhe francês, e uma multidão de rostos sorrindo por obrigação.
Mas nenhum sorriso era mais ensaiado do que o meu.
Eu estava parado no altar, com o sangue gelado e a mente distante.
“Hoje é o dia do seu casamento, Marcelo. Foco.”
Eu repeti essa frase umas cinquenta vezes desde qu