Mundo de ficçãoIniciar sessãoA Noiva por Obrigação do Dom da Máfia Salvatore Moretti tinha um único objetivo: unir duas das famílias mais poderosas da máfia por meio de um casamento que colocaria fim a anos de rivalidade. Mas, no dia do casamento, a noiva desaparece. Traído, humilhado e com a aliança entre as famílias prestes a ruir, uma única solução é apresentada: Angelina, a irmã da noiva fugitiva, assumirá seu lugar no altar. O problema é que Salvatore e Angelina nunca se suportaram. Agora, presos a um casamento por obrigação, eles terão que conviver sob o mesmo teto enquanto cumprem um contrato implacável. Entre as cláusulas está a mais importante de todas: gerar um herdeiro em até um ano, ou colocar em risco a paz entre as duas famílias. Movido pela dor da traição, Salvatore jurou nunca mais amar. Angelina, por sua vez, se recusa a aceitar a frieza e o controle do homem que se tornou seu marido. Em meio a segredos, disputas de poder, desejo e uma convivência explosiva, os dois descobrirão que a linha entre o ódio e o amor pode ser muito mais perigosa do que imaginavam. Porque, na máfia, alguns contratos podem ser assinados com tinta... mas outros são selados pelo destino.
Ler maisCAPÍTULO 1: A TROCA DA NOIVA
Salvatore estava de pé no altar e olhou mais uma vez para o relógio no pulso. Já se passava de uma hora do horário marcado, e nada de Sofia chegar. Ao seu lado, Dante e Rocco, seus irmãos, também já demonstravam impaciência, trocando olhares tensos entre si. Ele apertou o punho, sentindo que aquela demora já passava de qualquer normalidade — algo estava muito errado. Ele não tirava os olhos da entrada da igreja, se perguntando onde estaria a noiva.
Mais ao fundo, sentada entre os convidados, Angelina também observava, inquieta. Ela já achava estranho a demora da irmã, sentindo uma pontada de apreensão no peito.
Foi então que um dos homens de confiança de Vittorio se aproximou do pai das meninas, cochichou algo rapidamente ao ouvido dele, e Salvatore viu o rosto do homem perder toda a cor de uma vez. Vittorio cambaleou um pouco, como se tivesse levado um golpe forte.
Salvatore franziu a testa e caminhou até ele, firme e sério.
— O que houve, Vittorio? Por que Sofia não chega? Já passou de uma hora do horário combinado.
O homem hesitou, olhando ao redor com vergonha e desespero.
— Calma, Salvatore. Não é o lugar para falar disso. Vamos para a sacristia, por favor. Precisamos conversar em particular.
Assim que a porta se fechou atrás deles, Salvatore virou-se imediatamente, a voz carregada de raiva e confusão.
— Diga logo o que aconteceu!
— Ela fugiu — admitiu Vittorio, baixo. — Sofia saiu de casa antes de vir para cá. Foi embora com um homem chamado Lorenzo. Ela não vem.
A notícia caiu como uma bomba. Salvatore sentiu o sangue ferver nas veias, uma mistura de dor, humilhação e fúria que o deixou cego por um instante. Ele bateu o punho forte na parede, os olhos faiscando de ódio.
— Fugiu? Ela me traiu! Eu confiei nela! Eu achei que ela sentia o mesmo que eu! E foi embora com outro? Quem é esse homem? Quem ele pensa que é para tocar no que é meu? — rosnou ele, virando-se para os irmãos. — Mande os homens atrás deles agora! Achem eles! E matem os dois! Eles vão pagar por essa afronta!
— Espera, Salvatore — interrompeu Vittorio depressa, estendendo a mão. — Eu entendo a sua raiva, eu também estou destruído. Mas se fizermos isso agora, a aliança entre as nossas famílias acaba. E nós temos uma forma de manter tudo de pé.
Salvatore o olhou com desdém.
— Que forma? A noiva não está mais aqui!
— A ordem é clara — explicou ele, firme. — Se a primeira não pode, a próxima assume. Angelina vai no lugar da irmã. Ela vai cumprir o acordo.
Salvatore riu, sem nenhum humor, cheio de desprezo.
— Angelina? De jeito nenhum! Você sabe muito bem que nós nunca nos demos bem! Ela é respondona, não aceita ordens, não obedece a ninguém, é diferente de tudo o que eu procurava. Eu não quero ela! Nunca quis!
Dante puxou ele suavemente para um canto, com a voz calma mas séria.
— Irmão, eu sei que dói. Eu sei que você está furioso e com razão. Mas pense com a cabeça, não com a raiva. A paz entre as famílias, a segurança de todos, tudo depende desse acordo. É mais importante do que a nossa vontade no momento. Nós vamos encontrar a Sofia e esse tal de Lorenzo, pode ter certeza que eles vão receber o que merecem. Mas agora, você tem que aceitar casar com Angelina. É a única saída.
Rocco concordou com um aceno sério.
— Ele tem razão, Salvatore. Não podemos deixar que esse erro destrua tudo o que construímos.
Salvatore respirou fundo, sentindo o peito doer de frustração. Ele sabia que eles tinham razão.
— Traga ela aqui — ordenou ele por fim, com a voz fria e cortante.
Minutos depois, a porta abriu e Angelina entrou. Ela não fazia ideia do que estava acontecendo, só sentia o clima pesado e os olhares sobre si.
— O que foi? Onde está a Sofia? — perguntou ela, olhando para o pai.
Vittorio aproximou-se, com expressão triste e severa.
— Ela fugiu, minha filha. Foi embora com outro homem. E para manter o acordo e a paz entre as famílias, você vai ter que tomar o lugar dela. Você vai casar com Salvatore.
Angelina empalideceu e deu um passo para trás, negando com a cabeça.
— Não! Eu não vou! Eu não pedi isso! E principalmente, eu não vou casar com ele! — disse ela, olhando diretamente para Salvatore, sem esconder a sua própria repulsa. — Eu nunca gostei desse jeito frio e cruel dele, e ele nunca me suportou! Por que eu teria que pagar pelo erro da minha irmã?
Salvatore sorriu com desdém, aproximando-se dela.
— Você acha que eu quero isso? — rebateu ele, com desprezo. — Eu também não a quero. Mas as regras não são feitas dos nossos desejos. Você está aqui agora, e vai ter que cumprir o seu dever.
— Eu não vou — repetiu ela, firme.
— Você vai — cortou o pai, com voz firme. — É o preço da nossa segurança, Angelina. Não há escolha.
Salvatore aproximou-se ainda mais, olhando nos olhos dela com toda a frieza do mundo.
— Você ouviu. Agora você é a minha noiva. E saiba de uma coisa: eu não esqueci o que a irmã fez. E como você está no lugar dela, vai carregar o peso disso todos os dias. Ser minha esposa não será uma honra. Será o seu castigo.
Angelina ergueu o queixo, os olhos brilhando de lágrimas que ela se recusava a derramar, e encarou ele de volta sem recuar.
— Faça o que puder, Salvatore. Eu não tenho medo de você. E eu não sou a minha irmã. Você vai descobrir isso da pior forma possível.
Capítulo 72 — O Perdão— Quero trazer Sofia de volta.As palavras saíram da boca de Salvatore com uma firmeza que não deixava espaço para dúvida. Ele permaneceu de pé diante de Vittorio, imóvel, com os olhos fixos no homem que parecia ter parado de respirar. Vittorio ficou completamente imóvel, como se o chão tivesse se aberto debaixo dos seus pés. Por um longo instante, não conseguiu dizer uma única palavra. Apenas ficou ali, olhando para Salvatore, tentando compreender se aquilo era uma proposta, um desejo ou uma decisão já tomada.— Você tem certeza disso? — perguntou Vittorio, por fim, com a voz baixa e rouca, como se estivesse falando sozinho.— Tenho.Salvatore não hesitou nem por um segundo. Não baixou o olhar. Não mostrou receio. Estava diante de Vittorio como um homem que já havia pesado cada consequência e ainda assim escolhia aquele caminho.— Você sabe o que está propondo? — insistiu Vittorio, dando um passo à frente, com os olhos arregalados. — Sabe o que isso significa?
Capítulo 71 — A Última CaçadaO carro parou no meio da estrada de terra, onde a mata fechada começava a encobrir tudo, e o silêncio pesou imediatamente. Salvatore desceu primeiro, olhando para a construção de pedra que aparecia entre as árvores — baixa, larga, sem janelas grandes, parecida com um depósito abandonado, mas com um ar de quem foi feito para ser escondido e defendido. O vento trazia o cheiro de terra úmida e de pinheiro, mas Salvatore sentia apenas a tensão que carregava desde o dia em que os trigêmeos sumiram.Dante e Rocco desceram logo depois, seguidos pelos homens que desceram dos outros veículos, armados e silenciosos. Ninguém falava muito. Todos sabiam o que estava em jogo. Salvatore parou com o olhar fixo na porta de madeira reforçada, apertando a arma com força entre os dedos. Sabia que Dom De Lucca estava ali. Não tinha dúvida.— Os homens já estão posicionados ao redor — avisou Dante, aproximando-se em silêncio. — Ninguém entra, ninguém sai.Salvatore assentiu, s
Capítulo 70 — Depois da TempestadeA madrugada ainda pesava sobre a Mansão Moretti, aquela hora silenciosa e fria em que o mundo parece parado, como se estivesse segurando a respiração. A luz era pouca, apenas um brilho cinza fraco entrando pelas janelas cobertas, e o ar no quarto principal ainda carregava o cheiro de chuva, de cansaço e de algo mais — o cheiro de medo que demora a ir embora mesmo depois de o perigo já ter passado.Os trigêmeos dormiam espalhados pela cama grande de Salvatore e Angelina, os corpos pequenos encolhidos entre os lençóis, mas não dormiam tranquilos. As respirações eram curtas, às vezes cortadas por um suspiro trêmulo ou um movimento repentino, como se até no sono ainda tentassem se convencer de que estavam de volta em casa. Dormiam, mas nenhum deles parecia descansar de verdade.Vincenzo e Giovanni estavam aconchegados ao lado de Angelina, com os rostos virados para ela, como se precisassem sentir o calor dela a cada instante para saber que não estavam so
Capítulo 69 — O abraço que faltavaSalvatore subia as escadas com passos largos e rápidos, o som dos próprios batimentos cardíacos abafando parcialmente os tiros que ainda ecoavam nos andares de baixo. Dante tinha lhe dito, poucos minutos antes, com a voz firme, mas carregada de tensão: “Terceira porta à direita.”Ao chegar ao corredor indicado, ele parou por um instante. O silêncio que reinava ali parecia pesado demais, errado demais para ser verdade. A mão fechou-se com força sobre a arma, mas ele não a tirou do coldre. O que ele temia não eram homens armados esperando para atacar — era o que poderia encontrar do outro lado daquela porta fechada.Então ouviu. Primeiro um choro abafado, depois outro. E então uma voz fina, trêmula, que ele reconheceria entre milhares:— Mamãe...Era Valentina.Aquele som despedaçou todo o resto de contenção que ele ainda mantinha. Sem hesitar, ele deu um passo à frente e arrombou a porta com um único movimento forte do ombro.O quarto era simples, com





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