O som da chuva não parou durante toda a noite. O vento balançava as árvores do jardim do solar, e o relógio da sala marcava quase três da manhã quando Isabel ainda estava acordada, sentada à mesa do escritório. As páginas que recebera de Amélia estavam espalhadas à sua frente, amareladas, algumas quase ilegíveis.
A letra de Teresa — sua mãe — a perseguia em cada linha.
“O que fizemos precisa permanecer enterrado…”
Isabel repetia essas palavras em voz baixa, como se tentasse fazer sentido delas.