O céu de Santa Aurélia estava pesado, encoberto por nuvens que prometiam chuva. Clara Menezes chegara ao prédio da promotoria local com passos apressados e o rosto tenso. Passara a noite vasculhando contatos, e pela manhã, um telefonema de um informante confirmou o que ela temia: Adriano Monteiro estava livre.
— Fugiu durante a troca de turno — disse a voz ao telefone. — Não houve resistência, nenhum tiro, nenhum alarme. Simplesmente… sumiu.
Clara não conseguiu dormir depois disso. As lembrança