A manhã em Santa Aurélia começou sob uma tensão silenciosa. O salão de eventos do jornal Aurélia News estava lotado: câmeras, jornalistas e curiosos se amontoavam na expectativa da entrevista que prometia estremecer a cidade. No centro do palco improvisado, duas cadeiras e um microfone aguardavam Isabel e Gabriel Ferraz.
Clara Menezes observava de um canto, os olhos atentos e o semblante grave. Ela sabia que aquele momento era mais do que uma simples entrevista. Era a linha entre o passado e o