A noite estava pesada em Valdívia, abafada pelo calor e pelo silêncio opressivo da mansão Monteiro. Adriano caminhava de um lado para o outro no escritório, ainda perturbado pela lembrança de Isabel ao lado de Gabriel em Santa Aurélia. A imagem o corroía, e cada passo pelo tapete era como uma tentativa frustrada de conter a fúria.
Foi então que Elena entrou. Estava pálida, os olhos carregados de uma ansiedade que não conseguia disfarçar. Ela fechou a porta atrás de si e ficou parada, observando