A noite caiu sobre Santa Aurélia com uma suavidade rara, como se o próprio tempo quisesse desacelerar. O solar estava silencioso, exceto pelo tilintar da louça sendo disposta na sala de jantar. Teresa, sempre atenta, havia decidido preparar uma refeição menor, apenas para Isabel e Gabriel. Queria observar com seus próprios olhos como os dois se ajustavam à nova realidade.
A mesa, apesar da simplicidade, estava impecável. Velas altas iluminavam os pratos, e o aroma de ervas frescas espalhava-se