Em Valdívia, Adriano parecia outra pessoa, tinha olheiras, barba por fazer, tinha perdido a elegância. Ele permanecia sentado diante da lareira apagada. O celular ainda descansava em sua mão, já quase sem bateria e os nós de seus dedos estavam brancos de tanto apertar o aparelho.
Elena, no sofá, virava as páginas de uma revista de moda com. Mas os olhos semicerrados, cheios de veneno, não escondiam o incômodo.
— Vai passar o resto da vida correndo atrás dela? — perguntou, a voz melosa, fingindo