Elara
Eu nunca havia sentido o silêncio tão pesado. Era como se as paredes da cabana respirassem junto comigo, um ar denso e saturado, impregnado de segredos antigos e de um medo que eu não tinha pedido para carregar.
Adrian estava parado diante de mim, os olhos escuros como a noite, a mandíbula cerrada em conflito entre ficar e ir. Ele havia segurado minhas mãos com força, como se temesse que, se me soltasse, eu desapareceria para sempre. E talvez fosse exatamente isso que ele sentia: que eu e