Adrian
O vento frio da noite ainda carregava o cheiro de medo. Eu o sentia impregnado na pele, latejando dentro do peito como se fosse meu próprio sangue. O medo dela. O medo de Elara.
Fiquei parado, imóvel, até vê-la atravessar a soleira de sua casa, fechar a porta e se refugiar no interior. Só então me permiti respirar com menos dor. Minha Luna estava viva. Tremendo, assustada, mas viva. Isso era o que importava.
O lobo dentro de mim urrava em desespero, ainda excitado pela batalha. Minha man