Elara
A manhã chegou lenta, arrastada, como se o sol tivesse medo de se erguer depois da noite que me havia sido roubada.
Eu estava viva.
Esse pensamento deveria me trazer alívio, mas em vez disso, só reforçava a lembrança amarga de como por pouco não estive morta. O som do uivo ainda latejava em minha mente, reverberando nos ossos como se fosse parte de mim. Eu ainda sentia o roçar do vento frio quando corri, o estalar dos galhos sob meus pés, o peso da escuridão fechando-se sobre mim como se