Adrian
As mãos dela estavam tensas sob o meu toque. Eu podia sentir cada músculo retesado, cada tentativa de escapar. Mas o que me mantinha firme não era a força do meu braço, e sim a certeza no fundo do peito de que aquele instante não podia passar em branco.
Elara precisava ouvir.
— Elara… — murmurei novamente, desta vez mais baixo, como se seu nome fosse uma prece. — Olhe para mim.
Ela hesitou. Vi seus lábios se entreabrirem, talvez para gritar, talvez para implorar que eu a soltasse. Mas en