Mundo de ficçãoIniciar sessãoKennedy foi uma humana arrastada para o surpreendente universo sobrenatural depois que seus pais morreram em um acidente de carro trágico, fazendo com que a melhor amiga de sua mãe assumisse seu cuidado como guardiã. A melhor amiga de sua mãe, Beth, era a Luna da Alcateia do Arco Lunar de Prata. Ela conhecia Beth, o marido James e o filho Jeremiah por toda a vida, mas acreditava que a rotina da alcateia seria algo que presenciaria apenas por histórias. O Alfa e a Luna não escondiam os riscos daquele mundo para uma humana como Kennedy, e Jeremiah, por sua vez, demonstrava dedicação genuína ao protegê-la, ajudando-a a lidar com o trauma e retomando a vida após o acidente. Com o tempo, Kennedy aprendeu os costumes da alcateia e, quase sempre, foi querida por todos os membros, absorvendo os valores do vínculo da alcateia, as práticas dos guerreiros e o respeito pela hierarquia da cultura dos lobos. Assim, se tornou uma guerreira notavelmente competente, mesmo limitada pela força e sentidos humanos. Acompanha-se, então, a jornada de Kennedy em meio a destinos cruzados, amores, amizades e a resistência a um vínculo de companheiro que ela não desejava aceitar, temendo que isso a afastasse de seus próprios objetivos e sonhos. - Como Alfa da Alcateia da Lua Sombria, Ryker carregava a fama de ser jovem, impiedoso e rígido no comando. Sabia exatamente o que o vínculo com uma companheira podia provocar, uma vez que muitos líderes haviam sido destruídos após se deixarem enfraquecer por companheiras manipuladoras. Portanto, escolhia a solidão como forma de garantir que ninguém o afastaria de seu propósito.
Ler mais(Ponto de vista de Kennedy)Apoiei as costas no vidro, tentando recuperar o fôlego e o controle das pernas. "Por que as duas melhores experiências de tensão e desejo da minha vida tinham vindo de um homem que mal tinha me tocado?" Quando finalmente recuperei os sentidos, me despi e fui para o chuveiro com meu vibrador favorito, tentando aliviar o que ainda reverberava no meu corpo. Parte de mim torcia para que ele ouvisse qualquer sinal de que eu estava ali, enquanto outra parte se envergonhava por ele ter me afetado com tanta facilidade e não queria, de forma alguma, alimentar o ego dele.Depois de três rodadas, minha energia enfim se esgotou. Era impressionante como minha imaginação ficava intensa quando ele era o centro dela. "Poderia acabar estragando a bateria recarregável se continuar assim…" Exausta, me enfiei na cama, e o meu humor mudou rapidamente enquanto me preparava para dormir, torcendo para estar cansada demais para que os sonhos fossem ruins.No fim das contas, eu estav
(Ponto de vista de Kennedy)— Você acha que pode fugir de mim assim tão fácil, docinho? — Ouvi a voz do Ryker colada ao meu pescoço, sentindo a respiração quente marcar minha pele, e bastou ele deslizar o nariz pelo meu ombro, sem um toque real, para um arrepio incontrolável me atravessar inteira. A voz dele não era a mesma… Estava mais grave, rouca, como se estivesse arranhando a garganta depois de tanto tempo de silêncio. E quando ele se afastou um pouco, tudo se encaixou.Os olhos dele brilhavam em vermelho-sangue, e eu soube na hora que não era o Ryker, era o lobo dele. Assim, ele se tornava perigoso, e não de um jeito divertido. "Aquela deveria ser a última imagem que as vítimas viam antes de tudo acabar…" Meu coração disparou. "Ele ia me matar? Será que tinham decidido que não me queriam nem precisavam de mim e que seria mais simples me matar do que me rejeitar e me mandar de volta para casa?" Eu não queria morrer, mas, ainda assim, não conseguia sentir medo dele.Logo depois, el
(Ponto de vista de Kennedy)— Eu não fiz nada de errado! Quem você pensa que é para me acusar assim? — Endireitei o corpo até a minha altura máxima, o que, contra um lobisomem, não era nada impressionante, mas me fazia sentir melhor. — Eu vivo cercada de guerreiros. Só saio depois de confirmarem tudo com você duas vezes, e ainda assim só para treinar, ver os filhotes ou correr. Aliás, hoje foi a primeira vez que corri fora desde que cheguei. Cada passo meu passa pela sua aprovação. Sinceramente, só falta eu precisar pedir autorização para ir ao banheiro. Eu devia ganhar um troféu de paciência e obediência. No fim das contas, eu só vou onde me deixam!— Depois de hoje, isso vai mudar. — Ele avançou com um rosnado rouco, e o calor que emanava daquele corpo massivo me envolveu num segundo, fazendo meu corpo reagir antes da minha cabeça. "Droga. Eu não podia me deixar sentir nada disso!"— Como se isso aqui já não fosse uma prisão. Vai me dizer o que mais pretende arrancar de mim agora? —
(Ponto de vista de Kennedy)Talvez eu não pudesse impedir esse lado bruto e mandão do Ryker de se manifestar, e também não tivesse muito controle sobre a forma humilhante como meu corpo reagia a isso. Mas isso não queria dizer que eu ia facilitar. Por isso, continuei batendo nas costas dele, gritando qualquer coisa que soasse irritada, torcendo pra ele perder a paciência e me soltar.Era isso ou encarar o fato de que eu estava basicamente montada num monte de músculos esculpidos, todos nus, contraindo sob mim a cada passo. Nenhuma marquinha de bronzeado. Nenhuma… Por um instante, uma ideia completamente idiota passou pela minha cabeça: dar um tapa na bunda dele só para ver se mexia... "Será que…?" Balancei a cabeça. Era oficial: eu não estava dando conta de fingir indiferença. E como eu ainda gostava de continuar viva, achei melhor não arriscar. "Vai que ele se estressa e me larga no meio do mato?"Ele não disse nada durante todo o caminho de volta, que, para piorar, parecia não acabar
(Ponto de vista de Ryker)— Você só pode estar brincando. — Esfreguei a testa, porque não tinha cabeça para aquilo naquele momento. — Sério que eles deixaram você sair assim? Você está praticamente pelada no meio da floresta, com o inverno batendo na porta! Deve estar morrendo de frio... Vamos encerrar essa conversa dentro de casa. — Apontei com o polegar por cima do ombro.— Eu ainda estou no meio da corrida, e não tem absolutamente nada de errado com a minha roupa. Vocês vivem pelados, lembra? A gente se fala quando eu terminar. — O gesto dela para trás foi sutil, mas o suficiente para me lembrar do que eu tinha esquecido: a plateia ainda tava ali, firme, com as cabeças indo e vindo entre nós dois como se estivessem vendo um jogo."Filhos da mãe!" Mas, no fundo, a culpa era minha. Eu tinha colocado aqueles caras pra cuidar dela, então era óbvio que, tecnicamente, ela tinha autoridade sobre eles. Só que, no fim das contas, quem mandava ali era eu, e se eu desse uma ordem diferente, ele
(Ponto de vista de Ryker)'Se essa for a ideia dela, ela vai levar um belo choque de realidade. Pois vou trancá-la, e com gosto.' Meu lobo resmungou.'Quero ver fazer isso sem polegares opositores.''Cala a boca, você entendeu perfeitamente. Ela já provou que é capaz de escapar e agora está se colocando em perigo.''Viu só? Você finalmente está entendendo por que precisamos rejeitá-la. Ela é um perigo para todo mundo!''Vai se f*der. Precisamos marcá-la para conseguir rastreá-la, idiota.''Então você está disposto a arriscar a vida dela apenas para tentar, é isso?'Era óbvio que a gente nunca ia concordar nesse ponto... A reclamação dele ainda martelava na minha mente quando eu perdi a paciência de andar sem saber para onde pela floresta. Se ainda existisse alguém burro o bastante para atacar, que tentasse, pois do jeito que estávamos furiosos, não daria nem tempo do cara reagir.— Kennedy? — Gritei em direção às árvores: — Anda, aparece. Já deu. O Bennet está surtando porque não conse
Último capítulo