(POV Selene)
A água fria escorreu pelo meu corpo como navalha. Ardia nos cortes, nos hematomas, mas eu não reclamei. Cada dor era lembrança do que ouvi: “Vai descansar, Selene.” A voz dele ainda ecoava, seca, dura, como se eu fosse de vidro.
Não sou de vidro.
Não sou fraca.
Esfreguei os ombros até a pele ficar vermelha, mas não era sujeira que eu queria tirar. Era a sensação de impotência, de ter sido jogada no chão e ouvida como se não tivesse escolha. Ronan me beijou como se me possuísse e