Dante Salvatore, um Alfa implacável, domina seu império corporativo com firmeza e um olhar predador. Como CEO da Salvatore Enterprises, ele é temido no mercado e desejado por muitos, mas ninguém jamais conseguiu atravessar as barreiras ao redor de seu coração. Ele é um homem de poder, controle e mistério, envolto em um magnetismo irresistível que atrai e intimida na mesma medida. Lara Vasquez sempre soube que trabalhar para Dante Salvatore exigia mais do que profissionalismo. Ele exala poder, sua voz é uma ordem velada, e seu olhar a consome de formas que ela jamais admitiria. Mas quando a tensão entre eles se torna impossível de ignorar, Lara se vê presa em um jogo perigoso entre desejo e hierarquia. Dante não conquista desafios, ele os domina. E Lara, com sua força silenciosa, desperta nele uma fome que nenhum contrato pode conter. Porém, segredos do passado ameaçam o que mal começou, e Lara terá que decidir: confiar no Alfa que pode destruí-la… ou fazê-la finalmente se sentir completa.
Leer másLara Vasquez chegou ao prédio da Salvatore Enterprises às 7 horas da manhã em ponto, como sempre fazia. O ar frio da manhã a envolvia enquanto ela caminhava em direção à entrada do imponente edifício de vidro e aço. Seu apartamento minúsculo no subúrbio era um refúgio modesto, mas suficiente para ela, que preferia a simplicidade ao luxo. Desde a morte de seus pais, Lara aprendera a depender apenas de si mesma, e seu trabalho como assistente executiva era sua âncora em um mundo que parecia sempre à beira do caos.
Ao passar pela porta que dava acesso ao hall de entrada, algo a fez parar por um instante. Um cheiro envolvente, amadeirado e levemente almiscarado, invadiu suas narinas. Era reconfortante, quase familiar, mas ela não conseguia identificar de onde o conhecia. Lara olhou em volta, tentando localizar a origem do aroma, mas o saguão estava quase vazio, como de costume naquela hora.
Foi então que ela o viu.
Um homem alto, com ombros largos e uma postura que exalava poder, estava de pé perto das catracas que davam acesso aos elevadores. Ele vestia um terno sob medida que destacava seus músculos definidos, e seu cabelo escuro estava perfeitamente alinhado. Lara não conseguia ver seu rosto direito, mas algo nele a atraía de uma forma que ela não conseguia explicar.
Enquanto se aproximava, o cheiro ficou mais forte, e ela teve certeza de que vinha dele. Mas como? Ela nunca o vira antes, pelo menos não que se lembrasse. O homem conversava com Gael, o segurança da empresa, como se fossem velhos amigos. Gael riu de algo que ele disse, e o som da risada ecoou suavemente pelo saguão.
Lara hesitou por um momento, mas sabia que precisava passar. Ela tinha trabalho a fazer, como sempre. Com um suspiro silencioso, ela caminhou em direção às catracas, segurando sua bolsa com firmeza.
“Com licença” disse ela, suavemente, tentando chamar a atenção do homem.
Ele se virou lentamente, e Lara sentiu o ar sair de seus pulmões. Seu rosto era tão impressionante quanto seu corpo. Olhos profundos e escuros, como poças de tinta, a encararam com uma intensidade que a fez sentir exposta. Ele a observou de cima a baixo, como se estivesse avaliando cada detalhe, e então um pequeno sorriso surgiu em seus lábios.
“Claro” ele respondeu, sua voz grave e suave, como o rugido distante de um trovão.
Ele deu um passo para o lado, permitindo que ela passasse. Lara sentiu um arrepio percorrer sua espinha enquanto caminhava em direção à catraca, mas não olhou para trás. Ela não queria que ele visse o efeito que sua presença tinha sobre ela.
Dante Salvatore observou Lara enquanto ela se afastava, seus olhos seguindo cada movimento dela. Ele não conseguia tirar os olhos daquela mulher. Havia algo nela que o atraía de uma forma que ele nunca experimentara antes.
“Quem é ela?” perguntou Dante a Gael, sua voz baixa, mas carregada de curiosidade.
Gael olhou para ele, surpreso.
“Você não sabe? Essa é Lara Vasquez. Sua assistente.”
Dante arqueou uma sobrancelha, intrigado.
“Minha assistente?” repetiu ele, como se estivesse testando as palavras.
“Sim, ela trabalha aqui há três anos. É a melhor que já tivemos” Gael respondeu, com um sorriso de admiração. “Nunca erra um detalhe.”
Dante ficou em silêncio por um momento, seus olhos ainda fixos na direção em que Lara havia ido. Três anos. Ela estava ali, tão perto dele, e ele nunca a vira. Ou talvez nunca tivesse realmente a visto.
“Interessante” murmurou Dante, mais para si mesmo do que para Gael.
Enquanto isso, Lara entrou no elevador e pressionou o botão para o andar executivo. Ela tentou ignorar a sensação estranha que aquele homem havia causado nela, mas o cheiro dele ainda estava em suas narinas, como se ele estivesse ali, ao seu lado.
Quem era aquele homem? ela pensou, enquanto o elevador subia. E por que ele me parece tão... familiar?
Quando as portas do elevador se abriram, Lara sacudiu a cabeça, tentando se livrar dos pensamentos intrusivos. Ela tinha trabalho a fazer, e não podia se dar ao luxo de se distrair com homens bonitos, por mais atraentes que fossem.
Lara sentou-se em sua mesa, organizando os documentos para a reunião matinal. O escritório ainda estava silencioso, com apenas o som distante dos passos de alguns colegas que chegavam mais cedo. Ela respirou fundo, tentando se concentrar no trabalho, mas o cheiro amadeirado e almiscarado que sentira no saguão ainda parecia pairar no ar, como se o homem misterioso estivesse ali, observando-a.
Enquanto isso, Dante entrou no elevador, seus pensamentos ainda ocupados pela imagem de Lara. O cheiro dela, doce e suave como flores silvestres, ainda estava em suas narinas, e ele sentia uma atração quase magnética em direção a ela. Ele fechou os olhos por um momento, tentando se concentrar, mas a memória do olhar dela, da forma como ela o encarara com aquela mistura de curiosidade e cautela, não saía de sua mente.
Ela pode ser a minha Luna, pensou ele, mas logo abanou a cabeça, como se quisesse afastar a ideia. O avô dele, o ancião da matilha GrayMoon, sempre o advertira sobre os perigos de se entregar ao vínculo Alfa-Luna. "Isso é uma fraqueza, Dante", ele dissera certa vez. "Um Alfa não pode se permitir ser controlado por seus instintos."
O elevador parou no andar executivo, e Dante saiu com passos firmes, seu terno impecável destacando sua postura imponente. Enquanto caminhava em direção à sala de reuniões, ele passou pela mesa de Lara e, quase involuntariamente, fez uma pausa. Ela estava concentrada em seu trabalho, seus dedos deslizando rapidamente sobre o teclado do computador. A luz suave do escritório iluminava seu rosto, destacando seus traços delicados.
Dante observou-a por um momento, sentindo algo estranho no peito. Era como se o mundo ao seu redor tivesse desacelerado, e tudo o que importava naquele instante era ela. Lara, sentindo sua presença, olhou para cima, e seus olhos se encontraram. O ar entre eles pareceu carregar-se de eletricidade, e por um momento, nenhum dos dois disse nada.
“Senhor Salvatore”, disse Lara finalmente, sua voz suave, mas firme. Ela se levantou, mantendo a postura profissional, mas sentindo um frio na espinha ao vê-lo tão perto.
Dante deu um passo à frente, aproximando-se de sua mesa. Ele estava ainda mais impressionante de perto, com seus olhos escuros parecendo enxergar diretamente em sua alma.
“Lara Vasquez”, ele disse, seu tom de voz grave e suave, como se estivesse saboreando cada sílaba do nome dela. “Você está pronta para a reunião?”
Lara ficou surpresa por ele saber seu nome, mas manteve a compostura.
“Sim, senhor. Todos os documentos estão preparados, e a apresentação está pronta para ser exibida.”
Dante inclinou a cabeça levemente, como se estivesse avaliando-a.
“Bom saber”, ele respondeu, seus olhos ainda fixos nela. “Eu espero grandes coisas de você, Lara.”
Lara sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ouvir suas palavras. Havia algo na maneira como ele falava, algo que ia além do profissionalismo.
“Eu farei o meu melhor, senhor”, ela respondeu, mantendo o contato visual, mas sentindo seu coração acelerar.
Dante estudou-a por um momento mais longo do que o necessário, como se estivesse tentando decifrar algo. Então, ele deu um passo para trás, mas seu olhar ainda estava nela.
“Não me decepcione”, ele disse, sua voz carregada de uma promessa silenciosa.
Antes que Lara pudesse responder, ele se virou e continuou caminhando em direção à sala de reuniões. Ela ficou parada por um momento, tentando processar o que acabara de acontecer. O cheiro dele ainda estava no ar, e ela sentiu uma onda de calor subir por seu corpo.
O que está acontecendo comigo? ela pensou, sentando-se novamente e tentando se concentrar no trabalho. Mas, no fundo, ela sabia que algo havia mudado. Algo que ela não poderia ignorar por muito tempo.
O céu estava límpido naquela manhã de primavera, o tipo de azul que parecia ter sido pintado à mão só para aquela ocasião. O sol brilhava suave sobre os jardins da vinícola escolhida por Lara — um lugar reservado, elegante e rodeado por colinas verdejantes. O perfume de lavanda misturava-se ao leve aroma das uvas maduras nos vinhedos, e uma brisa delicada brincava com as fitas brancas penduradas nos arcos de flores.Era o dia do casamento.E Lara ainda não conseguia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.Ela se olhou no espelho pela última vez, o coração batendo em um ritmo quase impraticável dentro do peito. O vestido era tudo o que ela sempre sonhou — clássico, justo na cintura, com uma cauda que fluía como névoa ao redor de seus pés. Os ombros à mostra, a renda bordada à mão, os botões de pérola. E o véu... leve como suspiro, preso aos cabelos soltos em ondas naturais."Está pronta?" perguntou Júlia, sua melhor amiga e madrinha, com os olhos já cheios de lágrimas.Lara asse
Capítulo 42Lara ainda sentia os ecos do pedido de casamento reverberando no peito. A mão esquerda, onde o anel agora brilhava como uma promessa silenciosa, tremia levemente quando Dante a ajudou a sair do restaurante. O ar da noite estava mais fresco do que ela esperava, mas o calor no olhar dele bastava para aquecê-la."Você planejou tudo isso sozinho?" ela perguntou, ainda atordoada, enquanto ele a conduzia até o carro."Cada detalhe," ele respondeu com um sorriso satisfeito. "Incluindo a sobremesa. Eu sabia que você não resistiria ao fondant."Lara riu, apertando a mão dele. "Você me conhece bem demais."Dante abriu a porta do carro para ela, mas antes que ela entrasse, ele segurou sua cintura e a puxou para perto."Não só te conheço," ele sussurrou, os lábios roçando o dela, "como pertenço a você."Ela fechou os olhos por um segundo, permitindo-se afundar naquele momento. Havia um tipo de paz ali — uma quietude profunda que ela jamais imaginou encontrar nos braços de um homem com
Capítulo 41O espelho do quarto refletia Lara ajustando o decote do vestido vermelho quando Dante apareceu atrás dela, trajando um terno preto que destacava seus ombros largos. Suas mãos deslizaram pela cintura dela, puxando-a contra seu corpo."Você está linda" murmurou, enterrando o rosto no pescoço dela e deixando um rastro de beijos quentes.Lara riu, tentando se soltar."Dante, se você me amassar agora, vamos perder a reserva."Ele a virou de frente, segurando seu queixo com firmeza."Eles podem esperar." Seus lábios encontraram os dela em um beijo lento e profundo, as mãos explorando as costas do vestido como se já planejassem tirá-lo dali.Lara o empurrou com dificuldade, ofegante."Você está insuportável hoje.""Só estou aproveitando minha futura esposa."Ela congelou."O quê?"Dante pareceu perceber o que dissera e sorriu, enigmático."Nada. Vamos, seu jantar está esperando."Enquanto desciam as escadas, Lara o observou com suspeita."Você está estranho.""Só estou feliz" ele
Capítulo 40A porta do quarto mal havia se fechado quando Dante empurrou Lara contra a madeira, seu corpo quente e sólido moldando-se ao dela. O beijo foi devorador, línguas se entrelaçando com a urgência de quem passou horas contidas sob olhares alheios.“Você tem ideia do que você me faz quando fica provocando na frente dos outros?” ele rosnou, suas mãos descendo pela curva da sua cintura até agarrar suas nádegas com força.Lara arqueou contra ele, sentindo o volume duro de seu desejo pressionando sua coxa.“Eu não estava provocando” ela mentiu, os dedos deslizando pelo peito nu dele, sentindo os músculos se contraírem sob seu toque.Dante riu, um som baixo e perigoso, antes de agarrar a camisa que ela vestia e rasgá-la ao meio com um puxão. Os botões voaram pelo quarto, batendo no chão como chuva de plástico.“Mentira tem preço” ele advertiu, jogando os pedaços de tecido para o lado.Lara não teve tempo de responder. Em um movimento fluido, Dante a jogou na cama, subindo sobre ela
Capítulo 39Lara descia as escadas quando o aroma de café fresco a atingiu. Dante estava na cozinha, seu torso nu iluminado pela luz matinal que entrava pelas janelas. Ela se aproximou por trás, envolvendo-o em seus braços."Cheira bem", murmurou, pressionando o rosto contra suas costas.Dante girou em seus braços, segurando seu queixo. "Você cheira melhor", respondeu antes de capturar seus lábios em um beijo lento.Estavam assim quando a campainha tocou. Insistente."Vão embora", Dante rosnou contra sua boca.Mas a campainha continuou. Com um suspiro, ele foi atender enquanto Lara ajustava a camisa que vestia - sua única peça de roupa."Finalmente!" Sabrina, sua irmã, invadiu a casa como um furacão, seguida por Bento, seu colega de trabalho. "Estávamos quase chamando a polícia!"Bento congelou ao ver Lara, seus olhos voando imediatamente para o teto. "Nós... trouxemos comida", murmurou, segurando as sacolas como um escudo.Sabrina olhou dos pés descalços de Lara até seus cabelos desa
Capítulo 38O vapor envolvia os corpos nus enquanto Dante empurrava Lara contra a parede de azulejos do chuveiro, a água escorrendo em cascatas quentes sobre seus corpos ainda marcados pelo desejo. Seus lábios encontraram os dela com uma fúria silenciosa, línguas se entrelaçando como se não houvesse ar suficiente no mundo que não estivesse dentro do outro.“Você ainda está tremendo” ele murmurou contra sua boca, as mãos deslizando por sua cintura, apertando os quadris onde suas digitais ainda estavam marcadas em vermelho.“E de quem é a culpa?” ela retrucou, mordendo seu lábio inferior, sentindo-o endurecer novamente contra sua barriga.Dante riu, um som baixo e perigoso, antes de se ajoelhar na frente dela, a água escorrendo por seus músculos tensos. Seus olhos nunca deixaram os dela enquanto ele abria suas coxas com as mãos, aproximando a boca do seu sexo ainda inchado e sensível.“Dante…” ela tentou protestar, mas o nome se perdeu em um gemido quando sua língua lambeu um caminho le
Último capítulo