Mundo de ficçãoIniciar sessãoNyra sempre acreditou que era a fêmea mais abençoada da alcateia. Como Luna da Alcateia da Lua Negra, ela governava ao lado de seu companheiro destinado, o poderoso Alfa Draven. O vínculo entre eles era intenso, quase lendário — um amor que todos acreditavam ser impossível de quebrar. Até que tudo começou a mudar. Draven, que antes a olhava como se ela fosse a própria lua em seu céu, tornou-se frio, distante e inexplicavelmente cruel. Enquanto tenta entender o que está acontecendo com o homem que ama, Nyra recebe uma notícia devastadora: uma doença rara está lentamente destruindo seu corpo. Mas o destino ainda guardava uma dor maior. Em meio ao tratamento e à fragilidade de sua saúde, Nyra descobre que seu próprio marido está se envolvendo com outra loba — a misteriosa e sedutora Vespera. O que Nyra ainda não sabe é que forças sombrias estão manipulando o destino da alcateia. Nas sombras, a poderosa bruxa Velkara tece um feitiço perigoso que envolve o Alfa. Mas para Nyra, a verdade já é dolorosa demais. Com o coração destruído, o corpo enfraquecido e a dignidade ferida, ela toma uma decisão que mudará tudo: Nyra morrerá. Ou pelo menos… é isso que todos irão acreditar. Ao fingir sua própria morte, a Luna desaparece da Alcateia da Lua Negra e abandona o homem que prometeu amá-la para sempre. Mas quando Draven encontra o corpo da mulher que acredita ter perdido para sempre, algo dentro dele finalmente se quebra. O feitiço desaparece. E a verdade o atinge como uma lâmina. A mulher que ele amava… morreu acreditando que ele a traiu. Agora o poderoso Alfa terá que viver com o peso de sua culpa. Sem saber que, em algum lugar distante, a Luna que ele pensa ter perdido para sempre… ainda está viva.
Ler maisO cheiro de fumaça ainda queimava no ar quando o primeiro uivo ecoou pela floresta.
A noite estava silenciosa demais. Pesada demais.
E no centro da clareira, iluminado apenas pela luz fria da lua cheia, um corpo jazia imóvel sobre as pedras escuras.
O vestido negro estava rasgado.
O sangue já havia secado.
E os longos cabelos prateados espalhavam-se como um véu sobre a terra.
Nyra.
A Luna da Alcateia da Lua Negra.
Morta.
— NÃO! — o rugido atravessou a floresta como um trovão.
O Alfa Draven caiu de joelhos ao lado do corpo dela, as mãos tremendo enquanto tocava o rosto frio da mulher que, até poucos dias atrás, era sua companheira destinada.
Sua Luna.
Seus dedos percorreram a pele pálida de Nyra como se tentassem encontrar qualquer sinal de vida.
Qualquer calor.
Qualquer respiração.
Nada.
— Nyra… — sua voz falhou, quebrada de um jeito que nenhum membro da alcateia jamais havia ouvido.
O Alfa da Lua Negra era conhecido por sua força.
Por sua crueldade em batalha.
Por nunca demonstrar fraqueza.
Mas naquele momento…
Ele parecia um homem destruído.
— Levante… — ele sussurrou, segurando o rosto dela entre as mãos. — Nyra… olhe para mim.
Silêncio.
Apenas o som do vento passando entre as árvores.
Atrás dele, os membros da alcateia assistiam em choque.
Alguns choravam.
Outros mantinham a cabeça baixa.
Porque todos sabiam.
Todos tinham visto.
Nos últimos meses, a Luna da alcateia havia sido tratada como uma sombra.
Ignorada.
Humilhada.
Abandonada.
Pelo próprio Alfa.
Draven apertou os olhos com força, tentando impedir as lágrimas que começavam a cair.
Mas era tarde demais.
— Não… — sua voz saiu rouca. — Não… isso não pode ser real…
Ele puxou o corpo dela contra o peito.
Frio.
Sem vida.
E naquele momento, algo dentro dele se despedaçou.
Um som baixo escapou de sua garganta.
Um som que não era humano.
Era o lobo.
O lobo que estava ligado àquela mulher desde o momento em que o destino os uniu.
E então aconteceu.
A dor veio.
Brutal.
Como se algo estivesse sendo arrancado de dentro dele.
Draven arfou, levando a mão ao peito.
Seu coração parecia estar sendo esmagado.
A ligação.
O vínculo.
O laço entre Alfa e Luna.
Ele estava… desaparecendo.
— NÃO! — ele gritou para o céu.
O uivo que saiu de sua garganta foi tão devastador que fez os lobos da alcateia recuarem.
Porque não era apenas dor.
Era culpa.
Memórias começaram a invadir sua mente.
Nyra sorrindo para ele.
Nyra esperando por ele nas noites em que ele não voltava.
Nyra tentando falar… enquanto ele a ignorava.
Nyra chorando.
E então…
Vespera.
O cheiro dela.
A presença dela.
As palavras doces que ela sussurrava em seus ouvidos.
Algo dentro da mente de Draven se quebrou naquele instante.
Como um vidro estilhaçando.
E de repente…
Ele viu tudo.
O feitiço.
A manipulação.
A névoa que havia tomado seus pensamentos.
Draven congelou.
Seu olhar caiu lentamente para o rosto sem vida de Nyra.
A mulher que ele havia jurado proteger.
A mulher que havia governado ao seu lado.
A mulher que ele havia…
Traído.
Seu peito começou a subir e descer de forma descontrolada.
— Nyra… — sua voz agora era apenas um sussurro quebrado.
Seus dedos deslizaram até a mão dela.
Fria.
Imóvel.
E naquele momento, ele percebeu algo ainda pior.
Ela estava sozinha quando morreu.
Sozinha.
Sem o Alfa que deveria protegê-la.
Sem o homem que deveria amá-la.
Draven pressionou a testa contra a dela, completamente destruído.
— Eu fiz isso… — ele murmurou, a voz carregada de horror. — Eu fiz isso com você…
A alcateia observava em silêncio absoluto.
Porque todos sabiam.
A morte da Luna não havia sido causada apenas pela doença.
Ou pelo destino.
Ela havia sido causada por um coração quebrado.
Draven fechou os olhos, abraçando o corpo dela com força.
E então prometeu, com a voz baixa e cheia de desespero:
— Eu encontrarei quem fez isso com você…
O vento soprou pela clareira.
As chamas da fogueira crepitaram.
E ninguém percebeu que, ao longe, nas sombras da floresta…
Havia pegadas.
Pegadas de lobo.
Frescas.
Como se alguém tivesse partido dali… ainda vivo.
Porque a verdade era algo que ninguém naquela clareira poderia imaginar.
Nyra não estava morta.
E a Luna da Lua Negra acabara de desaparecer para sempre.
Meses depois…O mundo não parou.Ele nunca para.Mas agora…ele não exigia tudo deles.Nyra caminhava devagar.Sem pressa.Sem aquela urgência constante que antes guiava cada passo.O vento tocava seu rosto…leve.Quase familiar.Diferente de antes.Agora não era aviso.Era apenas… presença.Ela parou.Observando o horizonte.Tudo parecia… mais simples.Não fácil.Mas… possível.— Você ainda faz isso.A voz veio atrás dela.Calma.Conhecida.Nyra não precisou virar imediatamente.Um pequeno sorriso surgiu.— Observar?Draven se aproximou.Parando ao lado dela.— Como se o mundo fosse quebrar a qualquer momento.Nyra soltou um leve ar.— Ele pode.Draven assentiu.— Pode.Ele olhou na mesma direção que ela.— Mas não do jeito de antes.O silêncio caiu.Mas dessa vez…era confortável.Nyra cruzou os braços levemente.— Você mudou.Draven olhou para ela de lado.— Você também.Ela arqueou uma sobrancelha.— Eu sempre fui assim.Ele deu um pequeno sorriso.— Não.Ele respondeu.— Você só
O silêncio não era vazio.Era… completo.Não havia nada puxando.Nada exigindo.Nada prestes a quebrar.O mundo não precisava deles.E isso…era estranho.Nyra permaneceu parada por alguns segundos.Sentindo.Não o sistema.Mas a ausência dele.Sem tensão.Sem peso.Sem aquela pressão constante no fundo da mente.Ela soltou o ar devagar.— Então é isso…A voz saiu mais baixa do que ela esperava.Draven estava ao lado dela.Sem pressa.Sem urgência.Apenas… ali.— É.Ele respondeu.O silêncio caiu.Mas dessa vez…não carregado.Apenas… real.Malrik apareceu alguns passos atrás.— Nunca achei que ia ver isso.Kael completou:“Nem eu.”Nyra virou levemente o rosto.— E agora?Malrik deu de ombros.— Agora a gente vive com o que construiu.Kael respondeu:“E aprende a não quebrar de novo.”O vento soprou.E dessa vez…não trouxe aviso.Nem ameaça.Só… movimento.Nyra fechou os olhos por um instante.Sentindo o próprio corpo.A própria presença.Sem dividir atenção.Sem carregar o mundo.A
O equilíbrio estava estável.Mas dessa vez…não havia ilusão.Nyra sentiu antes de qualquer mudança no sistema.Uma pressão diferente.Não externa.Não caótica.Mas… direcionada.— Ele vai tentar de novo.Draven não perguntou como.— Mais direto?Nyra respondeu:— Mais preciso.O vento soprou.E aquilo…era o tipo de movimento que não vinha para testar o sistema.Mas… para testar eles.Malrik ficou atento.— Não vai ser sobre estrutura.Kael completou:“Vai ser sobre escolha.”O silêncio caiu.Pesado.Real.E então…veio.Não como erro.Nem como instabilidade.Mas como… divisão.Dois pontos.Ambos importantes.Ambos instáveis.Ambos… ao mesmo tempo.Nyra travou por um segundo.Não por indecisão.Mas porque aquilo…não tinha resposta perfeita.— Não dá pra pegar os dois.Disse Draven.Malrik confirmou:— Um vai cair.O vento soprou.E aquilo…era o teste final.Escolha.Real.Irreversível.Kael falou:“Se a gente dividir… perde os dois.”Nyra assentiu.— Sim.Ela disse.Baixo.Mas firm
O sistema continuava estável.Mas agora…havia algo diferente dentro dela.Não distração.Não fraqueza.Mas… presença.Nyra sentia isso em cada movimento.Cada leitura.Cada decisão.Como se algo que sempre esteve fragmentado…agora estivesse inteiro.E isso mudava tudo.— Você está mais precisa.Disse Draven.Ela olhou para ele de lado.— Você também.O silêncio caiu.Mas não desconfortável.Era… carregado.De tudo que agora não precisava mais ser escondido.Malrik observava de longe.— Isso está afetando o sistema.Kael respondeu antes de Nyra:“Está fortalecendo.”O vento soprou.E aquilo…não foi negado.Nyra respirou fundo.— Porque não tem mais conflito interno.Ela disse.Simples.Direto.Real.Draven deu um leve sorriso.— Eu devia ter percebido isso antes.Nyra respondeu:— A gente não tinha espaço pra isso antes.O silêncio caiu.E aquilo…era verdade.Mas agora tinham.E estavam lidando com isso sem quebrar nada.Sem perder o controle.Sem fugir.Um novo ponto começou a osc
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