Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlina sempre viveu sob a sombra do pai , um homem poderoso, e implacável, para quem o sobrenome da família vale mais que o amor de uma filha. Quando ele decide garantir que o legado da família continue, força um contrato de três anos com um lobo que abre mão do próprio sobrenome. Presa a esse acordo, Alina é obrigada a se unir com alguém que não conhece e cujo passado é um mistério, mergulhando em um mundo de hierarquias, segredos e tradições cruéis. Entre o desejo de liberdade e um contrato, ela vai precisar descobrir até onde está disposta a lutar pelo seu destino e como proteger seu coração.
Ler maisAlina— Que fêmea teimosa! Vai ficar aqui e morreremos nós duas, Alina. — Raquel falou.Eu já havia voltado à forma humana e obrigado Theon a seguir com Kira, que chorava sem parar.— Pare de manha e se transforme, porque três renegados furiosos estão vindo para cá, sua infeliz.Falei enquanto pressionava sua coxa para ajudar a estancar o sangramento e acelerar a cura.— Eu não consigo... Estou morrendo.Apertei o ferimento com mais força. Meu sangue pingava e se misturava ao dela.— Não, você não está.Ela abriu a boca para responder, mas desistiu.— Você vai fazer aquilo em que é muito boa.Falei em um rosnado decidido.— Como?Puxei-a para encostá-la no tronco de uma árvore e subi rapidamente pelos galhos acima dela.— Finja que está quase morta.Ela gemeu.— Isso não vai ser difícil.Subi o mais rápido que pude, sentindo o cheiro dos machos se aproximando. Foi como se a floresta inteira se calasse ao meu redor.Antes que eles chegassem, respirei fundo, pedi a Selene que me guiasse
Alina Levantei-me e a encarei, arqueando uma sobrancelha. — O cheiro dos garotos está lá fora, Alina! — Kira gritou, já agarrando o braço esquerdo de Maia. — Tire a mão de mim, sua sarnenta! — Maia rosnou, furiosa, pronta para agredir Kira. Mas Raquel já havia segurado seu braço direito. — Eles esconderam os filhotes neste território, Alina! — Raquel disse, tomada pela raiva. — Fala, sua louca! Onde eles estão? — Eu não sei do que vocês estão falando. Não tem filhote nenhum no meu território. Loucas! Vou reclamar ao Rei Lucien sobre esta invasão e esse desrespeito. Eu sou uma luna! Ataquei seu rosto com as garras, espalhando sangue para todos os lados. As servas dela perceberam o que estava acontecendo e correram em busca de ajuda. Segurei Maia firmemente pelos cabelos. — Fala, vagabunda! Onde. Eles. Estão? — gritei bem perto de seu rosto, pressionando minhas garras contra seu pescoço. Gotas de sangue começaram a escorrer por sua pele. Ela se debatia, mas não era páreo para t
Alina O salto fino do sapato de Maia esmagou minha mão contra o chão com brutalidade. A dor explodiu pelos meus dedos, subindo pelo braço. — Como Eric ousou se unir a uma loba assim? — o desprezo na voz dela era evidente. Na cabeça dela, ela se achava muito superior a mim. Mal sabe ela que minha alcateia é muito maior que a dela. Cerrei os dentes, lutando para não gritar. — Se o queria tanto… por que não ficou ao lado dele, Maia?- Falei entre dentes. Ela se enfureceu. A pressão na minha mão aumentou. Senti os ossos protestarem sob o peso do salto, e um gemido involuntário escapou dos meus lábios quando um perfeito furo se formou e um filete de sangue começou a escorrer. Lágrimas arderam nos cantos dos meus olhos, mas me recusei a desviar o olhar. Maia se inclinou lentamente até ficar à minha altura. — Porque eu jamais imaginei que Eric fosse escolher uma fêmea tão insignificante. Ela girou o salto sobre minha mão. Um grito sufocado ficou preso na garganta enquanto m
Eric A fada havia nos trazido imediatamente quando foi chamada. Um frio percorreu minha espinha só de imaginar o que poderiam estar fazendo com eles naquele exato momento. — Como levaram meus filhotes sem que vocês percebessem? Além da raiva, uma determinação descomunal tomou conta do meu corpo. Nira e Raquel choravam sem parar, sentadas no sofá. Pela deusa, era a primeira vez que eu as via sem brigarem uma com a outra. Agora, consolavam-se mutuamente. — Achei que Theon estivesse na cama dele. Só percebi que não estava quando fui ao quarto pela manhã. — Fizeram o mesmo com Nikos e Igor. — Alan falou. — Usaram o incêndio como distração. — A culpa é minha. Se eu não tivesse ido embora e te distraído das suas obrigações, isso não teria acontecido. Alina falou quase para si mesma. Levantei seu rosto para que me encarasse. — Não adianta se culpar agora. Olhei para ela, pedindo silenciosamente que não caísse nesse abismo naquele momento. Que fosse forte. — Concentre-se. Deve have





Último capítulo