NICOLE POV
O helicóptero pairava acima das ruínas da base Genevesse, e o mundo lá embaixo parecia uma cicatriz aberta.
O sol nascia em fragmentos, quebrando-se nas torres de metal e vidro retorcido.
De cima, eu podia ver o que restou de Aurora — uma ferida azul pulsando entre os destroços, como se o coração do sistema ainda tentasse bater.
O piloto me olhou pelo reflexo do visor.
— Nível de radiação estabilizado.
Assenti.
— Leve-nos até o perímetro norte. Quero amostras antes que a equipe de contenção chegue.
Ele hesitou.
— Dizem que ela sobreviveu.
Não precisei perguntar quem era “ela”.
Isabela Genevesse tinha o tipo de imortalidade que não precisava de confirmação.
Desci entre fumaça e vento.
O cheiro era de ozônio, concreto queimado e tempo partido.
Carregava comigo o mesmo equipamento que usávamos nos protocolos de invasão da AITec — scanner, registro neural, e uma arma que eu esperava não precisar.
Cada passo me aproximava de algo que o corpo reconhecia, mas a mente se recusava a