CAPÍTULO 142
Quando a dor vira desejo de viver
CAIO MOREAU BASTIEN
O salão de fisioterapia cheirava a álcool, borracha e esforço humano. O som dos aparelhos misturava-se ao das vozes baixas dos profissionais e ao arrastar de cadeiras de rodas pelo chão encerado. Fui levado até lá com a ajuda de dois enfermeiros. A cadeira me parecia uma prisão. Minhas mãos tremiam no apoio, não de fraqueza, mas de raiva.
O fisioterapeuta, Marco, me recebeu com um sorriso calmo.
— Bom dia, senhor Moreau Bastien