Nossa vez

CAPÍTULO 167

Quando o destino finalmente se curva ao amor

CAIO MOREAU BASTIEN

O sol entrava pelas frestas da cortina pesada da suíte, deixando faixas douradas que riscavam o chão e subiam pelas paredes. Eu estava deitado, mas não dormia. Não tinha como dormir depois da noite que tivemos. Minha cabeça ainda girava entre dor, vitória e uma sensação que eu achava impossível: paz.

Olhei para o teto, respirei fundo, e só então percebi o peso leve e doce da cabeça dela sobre o meu peito. Os cabelos espalhados, a respiração lenta, os lábios que ainda carregavam a marca dos nossos beijos. Passei os dedos devagar pelo fio solto que caía sobre o rosto dela, e meu coração doeu — não de medo, mas de gratidão.

Gratidão por ela ter ficado. Por não ter desistido de mim quando tudo parecia perdido. Gratidão por não ser só minha esposa agora, mas minha redenção.

Alinna ergueu os olhos, sonolentos mas cheios daquela ternura que sempre me desmontava. A voz dela veio baixa, quase um segredo:

— Caio… te
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