CAPÍTULO 143
Quando o corpo aprende de novo a amar
CAIO MOREAU BASTIEN
A água quente ainda descia pelo meu corpo, escorrendo pela pele como se lavasse dias de dor e de medo. Alinna me segurava firme, e eu não conseguia desgrudar os olhos dela. O toque dela não era de enfermeira, era de amante, de mulher. Meu corpo, que eu julgava morto, começou a responder. E quando olhei para ela, com a voz falhando, soltei:
— Amor… olha isso. Caralho, porra. Eu tô duro.
Os olhos dela se encheram de lágrimas