CAPÍTULO 164
Quando a vingança não pede licença
CAIO MOREAU BASTIEN
O sono tinha sido forçado, pesado. Eu estava exausto, o corpo quebrado de fisioterapia e dor, mas a mente não parava. No escuro, entre sonhos fragmentados e lembranças que me cortavam, eu só queria algumas horas de silêncio.
Até ouvir.
Um grunhido.
Baixo, arrastado, quase um gemido de animal ferido.
Meus olhos se abriram, e por um instante achei que era um pesadelo. Me sentei na cama, o coração disparando.
E então vi.
Sidney.