CAPÍTULO 50
Quando o desejo vira idioma e o prazer ensina a amar.
A noite avançava devagar, mas os corpos… não.
Ainda deitados sobre o lençol no campo úmido da Toscana, sob o céu estrelado e com o rio murmurando ao lado, Eduard a olhava como quem descobria a própria salvação. Ela, nua, com os cabelos úmidos colados às costas, respirava com lentidão — mas seus olhos diziam outra coisa.
Desejo. Fome. Curiosidade.
— Você está com frio? — ele perguntou, os dedos roçando de leve a lateral da coxa de