A escuridão não era total. Era uma névoa cinzenta e pulsante, onde cada pensamento meu parecia ecoar contra as paredes da minha própria mente antes de se perder. O dispositivo na minha têmpora emitia um zumbido constante, uma frequência que tentava reorganizar as minhas memórias, transformando o meu amor por Theo em ruído e as ordens de Horácio em melodia pura.
Abri os olhos com dificuldade. Eu não estava mais no quarto luxuoso. Estava num auditório circular, no subsolo da ilha. O teto era