O sol que batia contra as paredes de vidro daquele quarto não parecia real. Era uma luz branca, cirúrgica, que não aquecia a pele, mas parecia atravessar os poros para expor cada segredo guardado. Eu estava parada na varanda, sentindo o cheiro da maresia se misturar ao perfume doce demais das flores exóticas que brotavam entre as fendas do mármore. Olhei para baixo, para o pátio onde centenas de jovens caminhavam em um transe coreografado, e senti um calafrio que nem o calor do meio-dia con