Paraty, Rio de Janeiro. Dez anos depois.
O som das ondas batendo suavemente no cais de pedra da cidade velha era o único metrônomo de que eu precisava agora. O ar aqui era diferente — denso, com cheiro de mar e de flores de primavera que teimavam em nascer entre as frestas das calçadas coloniais. Eu caminhava devagar, sentindo o peso familiar e reconfortante da sacola de lona no meu ombro. Dentro dela, não havia mais documentos secretos ou microfilmes. Apenas pão fresco, algumas frutas e um