O cheiro do Departamento de Música à noite era uma mistura de poeira antiga, verniz de violoncelo e o fantasma de todas as melodias que já haviam sido tocadas ali. Era um cheiro que eu conhecia melhor do que o perfume da minha própria mãe. Mas, naquela madrugada, o corredor que antes era meu santuário parecia a garganta de um monstro. As luzes de emergência emitiam um brilho amarelado e doentio, projetando sombras longas que dançavam nas portas das cabines como figuras acusadoras.
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