O navio de suprimentos cortava as águas do Atlântico como uma lâmina cega, gemendo sob o peso do seu próprio abandono. Theo e eu estávamos na cabine de comando, iluminados apenas pelo brilho verde e fantasmagórico dos radares. Ele manobrava o leme com as mãos trêmulas; a força que ele usara para quebrar o vidro do tanque na ilha parecia ter sido a última reserva de energia do seu corpo.
— Estamos perto, Clara. O GPS indica que o litoral do Rio Grande do Norte está a menos de dez milhas — ele