Mundo ficciónIniciar sesión“— Você me odeia tanto assim? — Não, eu não a odeio, eu a desprezo. — Logan respondeu-me com frieza. — Eu nunca vou perdoá-la, Elise. Nunca.” Dez anos atrás, Elise foi contratada para ser babá em uma das famílias mais poderosas de Nova York, até se apaixonar pelo herdeiro alfa que jamais poderia ser seu. Um amor proibido. Quando o pai dele descobre a verdade, uma ameaça muda tudo. Aterrorizada, ela foge para o Brasil, desaparecendo sem deixar rastros, ou era o que ela achava. Porém, dez anos depois, ela é obrigada a retornar justamente para o mundo que quase a destruiu. E é lá que reencontra ele. Agora um CEO alfa implacável, feito de arrogância e rancor… e atormentado. Logan a despreza e deixa isso claro em cada palavra. Para ele, ela é apenas a babá ingrata que o seduziu e fugiu. Para ela, ele representa apenas o perigo que pode destruir sua vida. Mas a verdade não pode ficar escondida para sempre.
Leer másElise
— Você me odeia tanto assim?
— Não, eu não a odeio, eu a desprezo. — Logan respondeu-me com frieza. — Eu nunca vou perdoá-la, Elise. Nunca.
Eu queria entender onde tinha ido parar aquele homem doce por quem me apaixonei. Eu não alucinei e tenho a prova viva disso.
Eu não concordo com seu desprezo, pois a culpa foi dele. Ele que me abandonou quando eu mais precisei. É por causa dele que estamos nessa situação hoje.
No entanto, se eu pudesse voltar dez anos no passado, eu faria exatamente igual, foi graças a ele que hoje eu tenho meu bem mais precioso.
** Dez anos atrás. **
— Eu marquei hora… — Nervosa, abri o papel amassado com a anotação feita pela diretora do orfanato.
— Documento.
Estremeci com a voz grave do segurança em frente ao grande portão de ferro. Se ele não me deixasse entrar, teria que voltar andando, a diretora pagou o táxi apenas para chegar aqui. E eu não tinha dinheiro nem para comer, quem dirá para táxis.
Ela disse para não me preocupar, pois eu certamente seria contratada, mas eu não estava tão confiante assim.
Essa entrevista de emprego apareceu de última hora, ela me pediu para vir às pressas, disse que era uma boa oportunidade.
Procurei meu documento dentro da mochila e o entreguei. Era uma vaga para babá, a diretora disse que eles precisavam com urgência, mas eu não tinha nenhuma experiência.
O homem de óculos e terno escuro falou com alguém em seu comunicador e pouco depois me devolveu o papel junto ao documento.
— Siga em frente.
— Muito obrigada. — Curvei-me sutilmente antes de respirar fundo.
O portão foi aberto e dei passos hesitantes ainda. A mansão um pouco mais à frente era tão bonita quanto nos filmes.
Mas isso apenas aumentava meu medo.
Olhei para meus trajes, eu vesti minha melhor roupa, uma calça jeans, uma camisa rosa com mangas longas e de uma malha mais grossa. Era simples, mas pelo menos eram novos.
Suspirei. Eu precisava de um emprego, já não podia permanecer no orfanato que vivia desde os cinco anos, mas a diretora não podia fazer muito por mim, eram as regras da instituição.
Depois que se alcançasse a maioridade, tínhamos que sair. Ao menos ela pôde me dar um bom prazo.
A casa conservava características tradicionais americanas, ainda assim, com um toque moderno, era privilégio de poucos, apenas famílias muito ricas viviam nessas áreas afastadas com grande parte de vegetação.
Uma mulher de meia idade me aguardava na entrada, pelas suas vestimentas formais, se tratava de uma governanta. Ela torceu os lábios sutilmente e me encolhi um pouco.
No entanto, ela apenas pediu minha mochila e guardou em um armário embutido logo na entrada. Sua seriedade apenas servia para me deixar mais tensa.
— Senhorita Jhonson, me siga por favor.
— Sim, senhora.
Observei o luxo logo na entrada, não era uma sala, apenas um vão com algumas obras de arte, uma escada ao centro e portas fechadas ao redor. Tudo excessivamente claro, até mesmo o piso que mais parecia um espelho.
Eu nunca poderia entrar aqui dentro se não fosse como uma empregada.
Isso me dava mais medo, deviam ser pessoas muito exigentes e, certamente, era uma família de alfas.
Logo ouvi um choro de bebê que foi aumentando à medida que nos aproximávamos e quando ela abriu a porta de um dos cômodos, o choro se revelou com mais intensidade.
Uma mulher tentava acalentar uma criança que ainda parecia estar em seu primeiro ano de vida. Um menino.
A cena era encantadora, assim como em um filme, bem, talvez eu tenha visto muitos, mas ela era muito bonita. Acho que pessoas de classes superiores eram sempre assim.
— Oh, querida, entre. — A mulher sorriu sem deixar de se balançar junto ao bebê.
— Bom dia, senhora. — Uni as mãos na frente do corpo. Eu me senti inferior, envergonhada.
— Bom dia, que bom que chegou. — Ela veio até mim ainda sustentando um sorriso. — Você se tornou uma bela mulher, Elise.
Ela já me conhecia?
Senti meu rosto esquentar e olhei com atenção. Seus cabelos escuros e lisos caiam como por cima da camisa social larga, estavam bem divididos no topo de sua cabeça. Os olhos castanhos claros tinham um brilho aconchegante.
— Obrigada, senhora.
— Pegue, segure ele por um momento. — Ela colocou-o em meus braços de repente e me assustei.
Um pouco desajeitada, segurei-o com medo de deixá-lo cair, eu já tinha segurado crianças pequenas no orfanato, mas esse menino pertencia a uma família rica e qualquer erro, eu seria duramente penalizada.
O menino que chorava alto foi parando aos poucos, seu rostinho rechonchudo e molhado de lágrimas era delicado, suas roupas macias de algodão deixava um toque aveludado em minhas mãos.
Ele parou de chorar e soluçou, seu olhar curioso me fez sorrir. Era uma criança bonita, cabelos loiros escuros e finos, um pouco ondulados, tive vontade de acariciar sua cabeça, mas me contive quando percebi o olhar maravilhado daquela mulher.
— Ele gostou de você, está contratada.
— Mas senhora, ela não tem experiência como babá e se acontecer alguma coisa? — A governanta que até então se manteve calada, manifestou-se.
— Isso para mim foi o suficiente e você sabe da condição de saúde de Hazel, ele não aceita qualquer um.
— Eu sei, mas.
— Além disso, ela deve saber o suficiente, Martha me disse que ajudava com as crianças menores, certo?
— Sim senhora — respondi prontamente.
— Então está perfeito.
Olhei novamente para o menino que ainda me fitava com curiosidade.
— Mãe, o que está acontecendo aqui?
Virei rapidamente em direção a voz. Um homem estava parado na porta, ele me olhou de cima abaixo de cenho franzido.
— Logan, não seja mal-educado, venha conhecer a nova babá do seu irmão.
Eu não sabia, mas ele seria a minha ruína.
LoganEla estava arrepiada, tremendo. O Sabor era único e perfeito, a pele macia reagia aos meus menores toques. Um alfa sempre se orgulhava da sua capacidade de controle, mas com Elise tudo era diferente, ela sempre me levará ao limite e, provavelmente, perderei a razão algumas vezes. Os gemidos doces seguiam os movimentos impacientes do seu corpo. Eu chupei em alguns lugares vagarosamente. Mordisquei testando sua sensibilidadeEra como na nossa primeira vez. Foi intenso. Mas agora temos uma ligação muito maior, uma experiência que não tínhamos naquela época. Acariciei seu rosto, empurrando alguns fios de cabelo que insistiam em ficar sobre seu rosto. Seus lábios entreabertos, úmidos… Eu sempre fui apaixonado por todos os detalhes, sempre fui apaixonado por seus olhos verdes. Pelo rubor discreto em seu rosto toda vez que ficava envergonhada… — Eu sempre fui apaixonado por tudo em você, Elise. — sussurrei antes de beijá-la novamente.Senti a doçura dos seus lábios e, ansiosamente,
EliseAbracei seu pescoço quando sua boca encostou na minha. O beijo suave me envolveu. Sua língua… tão bom. Eu poderia beijá-lo assim sempre e não cansaria. Eu queria mais, mais intensidade, porém, Logan me deu apenas o que ele quis.— Qual a razão desses olhos marejados? — perguntou sem se afastar, ele roçou os lábios nos meus e uma tortura deliciosa.— Eu só estou feliz. Me beijei de novo… — sussurrei.— Não. Agora nós vamos comer antes que esfrie. — Afastou-se e se sentou na cadeira ao lado. — Coma. Seus feromônios estão me pondo louco. E você não para de me olhar como se quisesse me devorar e para isso, precisa de energia. — Eu tenho energia o suficiente.— Então vai aguentar a noite toda sem desmaiar?Emudeci. Logan pegou o talher e esperou que eu repetisse seu gesto, então apenas me conformei. Ele não estava errado, mas o frio na minha barriga tirava qualquer apetite. Peguei um pedaço do salmão macio e levei à boca. O sabor se espalhou e a carne praticamente derreteu. Estava
LoganNós chegamos na casa no fim de tarde, ainda estava do mesmo jeito, Alessandro mantinha aquele lugar e os poucos funcionários, era como um lugar de descanso. Dessa vez, não tinha seguranças, nem funcionários, eles foram dispensados por esses dias. Alguns foram descansar na casa de suas famílias e quem não tinha, paguei um hotel em um lugar bonito. Eu só precisava ficar sozinho com Elise por alguns dias. Alessandro e Angel ficaram com os meninos, eu não gostava muito, mas confiava nos seus cuidados. Peguei a mala e fechei o carro. As folhas das árvores já estavam mudando a coloração, algumas já estavam bastante douradas e outras, avermelhadas. O outono era uma boa época. — Vamos. — chamei Elise que ainda observava a coloração daquelas árvores. Um vento mais forte passou por nós e bagunçou seus cabelos soltos. Algumas folhas caíram. Eu podia ficar uma vida inteira admirando-a.Ela segurou em minha mão e seguimos para a casa. Eu tinha boas lembranças desse lugar, foi aqui que
LoganAxel recebeu a última colherada de comida, o espaço da mesa à sua frente estava uma bagunça, o babador não servia para nada, era melhor deixá-lo pelado. Theo estava terminando de comer e olhei para o prato intocado de Elise, ela disse que não estava se sentindo bem e foi para o quarto. Eu tinha minhas suspeitas.— Pode arrumar a mesa pra mim hoje? — pedi para Theo. Ele apenas concordou ao juntar o restante da comida no prato. Eles gostavam quando era macarronada, principalmente essa feita pela cozinheira de Alessandro. Tirei Axel da cadeirinha e suspirei ao ver seu estado. Havia molho de tomate por todo lado.Mantendo-o distante de mim, o carreguei até a pia, tinha que tirar pelo menos o excesso antes de lhe dar um banho. Sentei ele na beirada e liguei a torneira, ele não reclamou quando passei a mão molhada. Ele praticamente comia sozinho, mas nem tudo conseguia pegar com a colher, então restava as suas mãos. Eu deixava ele fazer como queria, mas Elise reclamava dizendo que
EliseEle estava sério enquanto analisava alguns documentos. A grande mesa oval estava bem polida como de costume e todo aquele ambiente pesado me deixava cansada. Sendo honesta, ultimamente ando cansada. Talvez seja realmente o cio chegando.— Bom dia, Alessandro. — Sentei do outro lado, à sua frente.— Buongiorno. Preparou tudo?— Sim. Podemos começar. — Peguei o controle e liguei o projetor, logo depois, apaguei parcialmente as luzes. — Antes de começarmos, quero tratar de algumas questões. — Encarei o rosto de Alessandro iluminado pela luz da tela.— Como quiser.— Como está se sentindo hoje?— Bem.— Bene… Você tem ido às consultas?— Não aja como se não soubesse, Alessandro — retruquei com bom humor. — Certo. Eu sei que tem ido, mesmo assim, achei que devia perguntar. Angel sempre diz que me falta sensibilidade, que eu devia ser menos “tirano”.— Ela está certa.— Sim. — Sorriu um pouco orgulhoso.— Bem, já que perguntou, sim, eu estou indo a todas as seções de terapia e també
Logan— Depois falamos sobre isso, okay?— Elise, isso é sério.— Eu sei, mas eu vou dar uma pausa em breve, não se preocupe.Pensando bem, talvez meu hut estivesse próximo também, já fazia bastante tempo depois do último, que foi induzido pelos feromônios dela. Estava acontecendo tanta coisa que nem consegui pensar nisso.— Precisamos nos programar para isso. — Suspirei antes de dizer.— Depois falamos disso. — Elise colocou o casaco longo e escuro por cima do vestido e pegou a bolsa de alças longas.— Conversaremos mais tarde, isso não é algo que deve ser ignorado. — Tudo bem, faremos isso quando as crianças dormirem, tudo bem? — Eu vou cobrar se não cumprir. E não use seu corpo para me desviar do assunto como da outra vez. — Beijei sua boca levemente para não borrar o batom. Não que eu ligasse, mas ela ia falar um monte.— Agora, vá antes que a prenda aqui. Apontei para porta fechada e deixei que fosse na frente. Na sala, a babá brincava no tapete com Axel. Ele era barulhento e
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