ISABELLA
A sala da doutora Clara me engolia devagar. Clara demais. Vidros, madeira pálida, cheiro de lavanda flutuando no ar. Tudo nela me lembrava do que eu não conseguia controlar. E do quanto eu me sentia deslocada ali.
— Obrigada por vir, Isabella — disse ela, com aquele tom sereno que, mais do que acalmar, me expunha. Como se cada palavra dela me despisse.
Me sentei com um suspiro, cruzando as pernas, apertando o tecido da calça com as mãos suadas.
— O que aconteceu? — perguntei, te