SOFIA
O silêncio reinava no apartamento. Mas não era um silêncio calmo. Era denso, cheio de pensamentos que ninguém dizia em voz alta.
Enzo brincava no tapete da sala com o carrinho que Isabella tinha trazido, mas sem a alegria de sempre. Os olhinhos estavam baixos, a mão movia o brinquedo devagar, como se cada rodinha girando fosse uma tentativa de entender o que ele não conseguia nomear. E ver aquilo... doía mais do que qualquer palavra.
Na cozinha, a luz amarelada do fim da tarde caía sobre