LISBOA | PORTUGAL
SOFIA
O apito da chaleira cortou o silêncio como um grito agudo, mas eu não consegui me mover. Era como se meu corpo tivesse sido tomado por cimento. Estática, os olhos colados na tela do notebook, onde a imagem dela — Isabella Martins Ferraz — estampava a transmissão ao vivo como uma maldição elegante. Mesmo após o divórcio, essa maldita mulher ainda usava o sobrenome do Eduardo.
Quando esse inferno terá fim?
A legenda piscava abaixo da tela com letras frias, impessoais. Mas