São Paulo | Brasil
EDUARDO
Acordo antes do despertador, como sempre. O silêncio da casa me dá alguns segundos de paz... mas também de vazio. Um silêncio que grita. Olho pro lado e o travesseiro vazio continua lá, como um lembrete cruel de que ela não está. Ainda não me acostumei com a ausência dela. E, pra ser honesto, não quero me acostumar.
Levanto devagar, com aquele peso no peito que chega antes mesmo do sol nascer. Pego o celular, como quem procura um pouco de ar. Primeira coisa que vejo: