SOFIA
Acordei com os olhos inchados. Quase não dormi. A ansiedade corroía meu estômago, e a cabeça latejava com possibilidades. Me vesti rápido, prendi o cabelo em um coque bagunçado, peguei todos os documentos e fui direto pra secretaria da faculdade.
A moça que me atendeu foi gentil, mas as palavras dela doeram como um soco.
— Estamos fazendo o possível, mas como é um erro da parte brasileira, nossa atuação é limitada. A decisão final será da imigração.
— E se eu for deportada? — perguntei, c